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Não descure a sua saúde em tempo de pandemia!

Mesmo em tempo de pandemia, as doenças continuam, por isso, é muito importante que esteja atento: se identificar sinais de alerta para outras doenças que não a COVID-19, peça ajuda. As equipas da Lusíadas Saúde estão prontas para o atender e agir se for preciso com a máxima garantia de segurança. Porque adiar não é solução.

MENSAGEM DE APELO AOS DOENTES

Apesar do combate ao novo coronavírus, é imperativo não baixar a guarda às outras doenças. “É muito importante ter a consciência de que esta pandemia de COVID-19 não deixa a nossa vida entre parêntesis, nem faz desaparecer as doenças crónicas de que as pessoas são portadoras. As doenças continuam”, alerta Victor Gil, coordenador da Unidade Cardiovascular do Hospital Lusíadas Lisboa e também presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

“É evidente que a COVID-19 é algo que nos faz impressão a todos e que realmente atinge, em curto espaço de tempo, muita gente, mas não nos deve fazer perder a lucidez. E a lucidez aconselha-nos a não descurar as outras coisas que são igualmente importantes – as doenças não ficam entre parêntesis.” Victor Gil faz este apelo tendo em conta os números e observações recentes em Portugal que indiciam uma tendência já registada em outros países que lidam com a pandemia de COVID-19: as pessoas parecem estar a adiar a ida aos serviços de saúde com receio de serem infetadas pelo novo coronavírus.

Uma tendência evidente também entre os doentes com patologia cardiovascular que estão entre os que correm maior risco de doença grave por COVID-19. “Temos um registo permanente das intervenções coronárias e houve uma diminuição de 26% das intervenções coronárias em fase aguda”, afirma Victor Gil sobre a realidade recente com doentes vítimas de enfarte.

“Ora, é pouco credível que os enfartes tenham desaparecido. O que está a acontecer? O que está a acontecer é que as pessoas não estão a pedir aquela ajuda imediata que nós geralmente recomendamos”, diz o cardiologista, que resume numa frase a sua apreensão: “Estamos muito, muito preocupados com isto.”

Victor Gil explica que se a pessoa não pedir ajuda, no caso de enfarte do miocárdio, tal pode conduzir mais facilmente à morte do doente: “Uma em cada 5 pessoas, se [o enfarte] não for tratado, se calhar, morre em casa”, explica. Já se a pessoa atrasar a comunicação dos sintomas de enfarte, tal poderá levar a que o caso seja atendido numa fase em que a complexidade é muito maior, o que condiciona o tratamento possível e o prognóstico associado.

O responsável alerta ainda para a necessidade de as pessoas não interromperem, em caso algum, o seu plano habitual de medicação. Já se houver necessidade de mais medicamentos, Victor Gil apela às pessoas, sobretudo àquelas mais idosas e que devem evitar saídas, para não se coibirem de pedir ajuda para a ida à farmácia: seja a familiares, amigos ou, no caso de ser uma pessoa sozinha que não tenha apoio familiar, ligar para outras entidades como Juntas de Freguesia, paróquias, associações de solidariedade social, ou até para o seu médico. “Alguém há de ajudar. Pode não haver a possibilidade de uma resposta imediata, mas nós ficamos com os contactos e telefonamos.”

Então, como continuar em contacto com o seu médico nas Unidades Lusíadas? Uma das medidas implementadas na Lusíadas Saúde foi a criação das videoconsultas, uma solução que permite dar resposta a uma grande parte das necessidades das pessoas, assegura Victor Gil.

“Felizmente as tecnologias ajudam-nos a manter o contacto com os doentes e ajudam-nos a perceber também quais são aquelas situações em que, apesar de toda a contenção, necessitam de uma observação física e as outras que conseguimos resolver apenas por teleconsulta. Conseguimos interpretar os sintomas dos doentes, conversar com eles e explicar os vários aspetos; perceber se vai descompensar; ver os exames de diagnóstico e análises; propor terapêuticas; pedir exames auxiliares de diagnóstico indispensáveis e enviar receitas.

Portanto, conseguimos fazer muito com este sistema”, explica Victor Gil. No caso de ser preciso observar um doente, o coordenador da Unidade Cardiovascular do Hospital Lusíadas Lisboa deixa uma mensagem tranquilizadora: “Os hospitais estão neste momento preparados para que as pessoas [com outras doenças] percorram um caminho diferente das pessoas em que há suspeitas de COVID-19. Claro que não há a garantia absoluta, mas há uma grande garantia que nós procuramos que os circuitos não se cruzem”, diz, assinalando que tanto hospitais privados como públicos estão “empenhadíssimos”: “Está todo o sistema montado no nosso hospital e está tudo a funcionar. No centro cardiovascular do Hospital Lusíadas Lisboa há 100% de prontidão. Está tudo operacional”, resume o especialista.

O QUE FAZER SE PRECISAR DOS CUIDADOS DA LUSÍADAS SAÚDE

As Unidades do Grupo Lusíadas Saúde estão disponíveis para prestar serviços de saúde com a garantia de máxima segurança a todos aqueles que procuram as Unidades do Grupo com outras necessidades de cuidados, tais como a prestação de cuidados a grávidas e doentes oncológicos, assim como todo o acompanhamento pós-operatório ou a situações com necessidade de vigilância contínua. O plano de adaptação das Unidades Lusíadas tem sido feito de forma dinâmica.

“Fomos ajustando os circuitos à medida do que era a evolução da pandemia e, ao mesmo tempo, ao que eram as diretrizes da Direção-Geral da Saúde e mesmo da UnitedHealthcare, nossa acionista”, explica Nuno España, diretor de Marketing, Communications & Customer Management do grupo Lusíadas Saúde.

“E, portanto, hoje em dia, todos os nossos circuitos salvaguardam as pessoas que vão às Unidades – com ou sem COVID-19 -, e também todos os outros que são vulneráveis e que obrigatoriamente, mesmo com esta paragem de atividade, têm de continuar a ir ao hospital”, acrescenta o responsável.

Medidas adotadas pela Lusíadas Saúde

Suspensão de visitas a doentes internados

A Lusíadas Saúde decidiu suspender as visitas a doentes internados, mantendo, porém, o regime relativo ao acompanhamento para “reduzir ao máximo o risco não só dos profissionais, dos colaboradores, mas também das próprias pessoas”, diz Nuno España.

Criação de circuitos separados para pessoas com suspeita de COVID-19

Para continuar a receber quem precisa dos cuidados da Lusíadas Saúde com a máxima segurança, os doentes sem sintomas de COVID-19 que necessitem de recorrer às Unidades Lusíadas circulam num espaço separado dos utentes com sintomas, minimizando, assim, a possibilidade de infeção. “Todos os nossos hospitais têm um circuito próprio de forma a que as pessoas não se exponham”, refere Nuno España explicando que tal implicou, por exemplo, na Unidade de Atendimento Urgente do Hospital Lusíadas Lisboa, dividir a Unidade em dois circuitos separados: um para quem apresente sintomas/suspeita de COVID-19 e outro para quem não apresenta sintomas.

Tal prática é extensível às Unidades de Imagiologia, às Análises Clínicas, de Oncologia e às urgências Ginecológicas e Pediátricas. Já os doentes oncológicos têm também percursos específicos e separados dos doentes não oncológicos minimizando, desta forma, a possibilidade de infeção por COVID-19. Esta prática segue as orientações da Direção-Geral da Saúde que definiu a necessidade de isolar as unidades de saúde onde são prestados cuidados a doentes oncológicos daquelas que prestam cuidados assistenciais a doentes não oncológicos.

Videoconsultas Lusíadas

A 23 de março a Lusíadas Saúde lançou um novo serviço que permite a realização de consultas através de vídeo evitando, dessa forma, as deslocações não essenciais dos doentes às Unidades Lusíadas. Esta iniciativa, que foi montada num dia e meio, quis responder a “uma necessidade da população que servimos”, como assinala Nuno España.

Este novo serviço já se encontra acordado com as principais seguradoras e subsistemas de saúde e permite que, através de smartphone ou computador, se possa aceder facilmente a uma videoconsulta com os especialistas da Lusíadas Saúde, com toda a tranquilidade e segurança.

Monitorização da temperatura corporal nas entradas e saídas

À entrada e à saída das Unidades Lusíadas há monitorização da temperatura corporal a todas as pessoas, sem exceção - sejam doentes ou profissionais.

Despistes de COVID-19

Para aumentar a segurança dos doentes oncológicos, todos os utentes das Unidades de Oncologia da Lusíadas Saúde têm de realizar o teste laboratorial ao vírus SARS-CoV-2 antes de iniciarem tratamento com quimioterapia e antes da administração de cada ciclo de tratamento. Uma medida que está em linha com as mais recentes normas emanadas pela Direção-Geral da Saúde.

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Prof. Doutor Victor M. Gil

Coordenador da Unidade de Cardiologia

Cardiologia
Hospital Lusíadas Lisboa
PT