Lusiadas.pt | Blog | Prevenção e Estilo de Vida | Nutrição e Dieta | Alimentação hospitalar mais sustentável: o exemplo do HLL
3 min

Alimentação hospitalar mais sustentável: o exemplo do HLL

Combater o desperdício alimentar e promover uma alimentação hospitalar cada vez mais sustentável e saudável é o objetivo do Hospital Lusíadas Lisboa. Neste Dia Mundial da Alimentação em que o foco é a promoção de “Uma Alimentação Saudável e Sustentável Disponível e Acessível para Todos”, conheça as medidas adotadas.

A sustentabilidade está na ordem do dia e uma vez mais, neste Dia Mundial da Alimentação, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta para  a importância de uma alimentação saudável e sustentável disponível para todos. O desenvolvimento de uma sociedade sustentável requer alterações de mentalidades e de comportamentos. Tendo o hospital uma responsabilidade social importante e devendo constituir um exemplo de boas práticas que visem melhorar a qualidade de vida das pessoas e o meio ambiente, a Unidade de Dietética e Nutrição (UDN) do Hospital Lusíadas Lisboa (HLL) tem vindo a trabalhar no sentido de tornar o serviço de alimentação hospitalar mais sustentável e ecológico. Os dados atuais sobre o desperdício alimentar demonstram os desafios existentes e a necessidade de encontrar soluções. Em contexto hospitalar, especificamente, o desperdício alimentar é duas a três vezes superior ao existente em cafés e restaurantes, por exemplo. Em resposta a esta problemática, o Hospital Lusíadas Lisboa associou-se, em 2016 à Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, doando o excedente das refeições produzidas diariamente a quem mais precisa. Esta iniciativa, realizada através de uma parceria com o Movimento Zero Desperdício, tem-se revelado profícua para ambas as instituições, pretendendo-se que continue nos próximos anos. Para além do combate ao desperdício alimentar e à fome, não são indiferentes à UDN a crise ambiental atual e a necessidade urgente de adoção de práticas amigas do ambiente. A Unidade tem, nesse sentido, desenvolvido várias estratégias e criado parcerias. Até ao momento, destacamos as seguintes medidas ecológicas adotadas com sucesso:

  • A adoção de um Sistema Informático Diet, desde 2014, que permite o registo de dietas, no internamento, em formato digital, em substituição dos antigos impressos triplicados em papel. Estima-se, neste âmbito, uma poupança anual média de 131 400 folhas de papel;
  • A redução do desperdício alimentar através da otimização da prescrição de dietas e do contacto cada vez mais próximo com o cliente, percebendo as suas necessidades, preferências e dificuldades;
  • A eliminação da utilização de palhinhas de plástico nas refeições destinadas a internamento e na cafetaria/refeitório hospitalar. Tal representou uma poupança de 100 palhinhas diárias na cafetaria/refeitório e de cerca de 150 palhinhas nos internamentos. Estima-se que, por ano, tenhamos reduzido a utilização de palhinhas em 91 250 unidades;
  • A existência de uma ementa de sobremesas, destinadas ao internamento, com frutas sazonais;
  • A eliminação das saquetas de papel para talheres no refeitório hospitalar;
  • A implementação de ecopontos na cafetaria/refeitório;
  • A disponibilização de jarros de água, copos de vidro e de um ponto de água na cafetaria/refeitório, com vista à diminuição do consumo de copos e garrafas de plástico.

Em 2020, pretendemos dar continuidade a estas iniciativas e propomo-nos, em conjunto com os nossos parceiros, a:

  • Substituir as caixas de plástico de take-away na cafetaria/refeitório, por alternativas mais ecológicas;
  • Substituir os copos de plástico nas máquinas automáticas de vending por copos de papel;
  • Utilizar papel reciclado na produção dos toalhetes para tabuleiros no refeitório e para as refeições dos clientes internados;
  • Utilizar guardanapos de papel reciclável destinados ao internamento e à cafetaria/refeitório;
  • Substituir as palhetas de plástico para café nas máquinas automáticas de vending e na cafetaria por palhetas de madeira
  • Reduzir a utilização de embalagens de dose individual, na zona reservada ao corpo clínico e cafetaria/refeitório;
  • Rever as ementas do refeitório, com vista à diminuição de oferta de pratos à base de carnes vermelhas e aumento do número de pratos com proteína de origem vegetal.

Alimentação mais sustentável em casa

E como promover uma alimentação mais sustentável em casa? A equipa do Hospital Lusíadas Lisboa deixa-lhe alguns conselhos:

  • Faça uma lista de compras sempre que for ao supermercado;
  • Ocupe ¾ do prato com alimentos de origem vegetal e o restante com alimentos de origem animal;
  • Limite o consumo de carne vermelha (porco, vaca, borrego, enchidos, etc.);
  • Aumente o consumo de leguminosas;
  • Dê preferência a alimentos locais e da época;
  • Consuma pescado nacional de acordo com a estação do ano e o tamanho mínimo exigido por lei;
  • Consuma alimentos oriundos de comércio justo;
  • Reaproveite as sobras de outras refeições, reduzindo o desperdício;
  • Reduza o desperdício na preparação e na confeção de alimentos;
  • Prefira embalagens familiares ao invés de formatos individuais. Compre a granel;
  • Dê uso às panelas de pressão: cozinham rapidamente e, por isso, economizam energia;
  • Reutilize embalagens.

Com a certeza de que pequenos gestos podem fazer a diferença, desejamos a todos um Feliz Dia Mundial da Alimentação!

Este artigo foi útil?

We appreciate the feedback.

Please include your email if you want us to follow up with you.

PT