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​Pedro Cardoso, Cardiologista de Intervenção do Hospital Lusíadas Lisboa, liderou a equipa que no sábado realizou o procedimento de angioplastia coronária em três casos de doentes com oclusões crónicas totais, contando com aquele que é considerado um dos maiores especialistas mundiais na área.

Na presença de Kambis Mashayekhi os três procedimentos foram concluídos com sucesso, permitindo que os doentes possam vir a beneficiar com "diminuição dos sintomas, melhoria da qualidade de vida e, possivelmente, um benefício de prognóstico a longo prazo", afirma Pedro Cardoso.

Mais três casos que assim se juntam à longa lista de angioplastia em situações de oclusão crónica total no currículo do especialista alemão que, devido à especialização e experiência em casos de maior complexidade, regista taxas de sucesso superiores a 90% num procedimento onde a média ronda os 60%.

"Nestes casos, ao contrário de uma angioplastia normal, que tem uma taxa de sucesso próxima dos 100%, não podemos garantir o sucesso, devido à complexidade do caso. Contar com a presença de alguém que faz mais de 350 casos destes por ano, permite-nos conseguir dar resposta a desafios encontrados durante o procedimento e com os quais não nos deparamos numa angioplastia normal", explica Pedro Cardoso.

"Aumenta consideravelmente a probabilidade de sucesso e o facto é que, embora tenhamos avisado previamente os doentes para a possibilidade de não alcançarmos os objetivos na totalidade, conseguimos alcançá-los e fomos bem sucedidos nos três procedimentos", acrescenta este Cardiologista de Intervenção do Hospital Lusíadas Lisboa .

Como já dissemos o sucesso permite na grande maioria dos casos uma diminuição dos sintomas, melhoria da qualidade de vida e possivelmente um benefício prognóstico a longo prazo. Nos casos de insucesso a terapêutica médica é uma opção mas nem sempre resolve os sintomas e a respetiva melhoria de qualidade de vida que os doentes podem esperar.

E o que leva este médico alemão a registar taxas de sucesso tão superiores a outros especialistas? "Tem que se treinar muito, treinar a mentalidade e acreditar em nós próprios", resume Kambis Mashayekhi, confirmando que o "treino e a experiência são fundamentais" mas defendendo que "a habilidade de mãos, em si, não é suficiente".

"Acredito que também é algo está no nosso cérebro, que tem a ver com a nossa força mental. Em alguns cenários, em que temos de trabalhar 4 ou 5 horas num doente, temos de continuar a acreditar no sucesso e para isso penso que é necessária uma força mental muito grande", acrescenta o especialista alemão, que desde 2016 é o responsável por este tipo de procedimentos no Heartcenter da Universidade de Freibrug, um dos principais centros mundiais da especialidade - "nos últimos cinco anos executámos mais de 2.900 procedimentos de angioplastia em oclusão crónica total", indica como exemplo da dimensão do centro.

​​​​​​​Kambis Mashayekhi explica ainda a sua vinda, naquela que foi a sua primeira participação internacional desde o início do período pandémico, com o facto de a equipa de cardiologia de intervenção do Hospital Lusíadas Lisboa ter médicos cada vez mais focados neste procedimento", capazes de dar resposta aos casos mais complexos e numa Unidade que oferece todas as condições para uma prática clínica de excelência.