Cardiologia

Especialidade médica vocacionada para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam o coração.

 

​​​​A Unidade Cardiovascular do Hospital Lusíadas Lisboa equipou-se com os meios tecnológicos mais modernos e sofisticados, de forma a dar a resposta mais eficaz e competente aos doentes e aos médicos referenciadores em todas áreas da patologia cardiovascular, com destaque para as situações agudas e emergentes, a imagiologia cardiovascular, a intervenção endovascular e aritmológica, a cirurgia vascular e cardíaca, sem descurar um programa avançado de deteção e tratamento de risco cardiovascular.

Constituímos uma equipa de profissionais competentes e com provas dadas, que transportam para este projeto a sua experiência de diferenciação técnica centrada no doente, numa perspetiva personalizada da prática de Cardiologia.

Praticamos uma Cardiologia permanente em linha com os mais elevados padrões internacionais, aberta à inovação e preocupada com a eficácia.

Procuramos na nossa prática diária ser merecedores da confiança dos doentes que nos procuram e dos médicos que nos solicitam colaboração no acompanhamento diagnóstico e terapêutico dos seus doentes.

Prof. Doutor Victor M. Gil, Coordenador da Unidade Cardiovascular​


Prof. Doutor Victor M. Gil

Coordenador da Unidade Cardiovascular

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica, Cardiologia Nuclear, Risco Cardiovascular, Aterotrombose.

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Dra. Ana Isabel Galrinho

Principais áreas de interesse:

​Imagiologia em Cardiologia (Ecocardiografia)​

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Dr. António Fiarresga

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica e Cardiologia de Intervenção.

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Dr. António Pedro Canas da Silva

Principais áreas de interesse:

Cardiologia de Intervenção: doença coronária estável e intervenção nos síndromes coronários agudos (angioplastia primária); Intervenção percutânea na estenose valvular aórtica (implantação de próteses aórticas por via transfemural); Intervenção percutânea em Cardiopatias Congénitas do adulto. Cardiologia clínica.

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Dr. António Ventosa

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica (doença coronária), Cardiologia Nuclear e Insuficiência Cardíaca.

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Dr. Francisco Morgado

Principais áreas de interesse:

​Cardiologia Clínica e de Intervenção.

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Dr. Gonçalo Proença

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica e Ecocardiografia.

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Dr. João Abecasis

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica; Imagiologia cardíaca: acreditação Europeia em Ecocardiografia, transtorácica e transesofágica, Ressonância Magnética Cardíaca.

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Dr. João Rodrigues de Sousa

Principais áreas de interesse:

Arritmologia Clínica e de Intervenção.

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Dr. José Luís Palos

Principais áreas de interesse:

Cardiologia de intervenção, nomeadamente stents, rotablator, aterectomia, valvuloplastias, laser. Intervenção periférica (ilíacas, membros inferiores, renais e carotideas).

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Prof. Doutor José Manuel Baptista

Principais áreas de interesse:

Cardiologia de intervenção, nomeadamente stents, rotablator, aterectomia, valvuloplastias, laser. Angioplastia periférica (ilíacas, membros inferiores, renais e carotideas).

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Dra. Liliana Marta

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica; Ecocardiografia e Imagiologia Cardiovascular: acreditação europeia em Ecocardiografia Transtorácica e Transesofágica.

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Dr. Luis Martins Brízida

Principais áreas de interesse:

Cardiologia de Intervenção (cateterismos cardíacos e angioplastias coronárias) – experiência por via radial. Colocação e seguimento de Pacemakers definitivos. Cardiologia clínica, cardiologia do exercício, reabilitação cardíaca. Provas de esforço clássicas e cardiopulmonares. Ecocardiografia.

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Dra. Mariana Faustino

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica e Arritmologia.

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Dra. Regina Ribeiras

Principais áreas de interesse:

Ecocardiografia e Imagiologia Cardiovascular.

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Dra. Rita Miranda

Principais áreas de interesse:

Cardiologia, Electrofisiologia, Ablação por catéter, Dispositivos cardíacos implantáveis.

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Dr. Sílvio Renato Leal

Principais áreas de interesse:

Cardiologia Clínica e de Intervenção.

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  • Consultas de Especialidade;

  • Consulta de Risco Cardiovascular;

  • Consulta de Insuficiência Cardíaca;

  • Consulta de Arritmologia de Intervenção;

  • Consulta de Cardiologia de Intervenção;

  • Consulta de Reabilitação Cardiovascular.

  • ​Atendimento Urgente Cardiovascular, com Programa de Dor Torácica.

  • Cuidados Hospitalares de Internamento, incluindo Cuidados Intensivos.

  • ​Provas de Esforço;

  • Prova de Esforço Cardio-Respiratória (PECR);

  • Prova de Esforço Cardiopulmonar;​

  • Registo Ambulatório de Eletrocardiograma (HOLTER);

  • Registador de eventos;

  • Monitorização Ambulatória de Pressão Arterial (MAPA);

  • Ecocardiogramas (Bidimensional, Doppler, Transesofágico e Stress);

  • Exames de TILT, Doppler Vascular, Cardiologia Nuclear (cintigrafias de perfusão), Angio-TAC e Ressonância Magnética Nuclear Cardíaca.

  • ​Exames angiográficos cardíacos (coronariografia, cardiopatias congénitas) e vasculares;

  • Estudos eletrofisiológicos.

Intervenção Terapêutica Percutânea Cardíaca:

  • ​Angioplastias;

  • Arritmologia de intervenção;

  • Cardiopatias congénitas.

Intervenção Terapêutica Vascular:

  • Carotídea;

  • Aorta;

  • Vascular periférica.

O coração funciona como uma bomba hidráulica que impulsiona o sangue para todo o corpo de forma a fazer chegar às células o oxigénio e nutrientes necessários ao seu funcionamento. A vigorosa contração do ventrículo esquerdo (sístole) impele o sangue para o corpo através da artéria aorta e quando o coração relaxa (diástole) recebe sangue oxigenado da aurícula esquerda para ser novamente eje​tado. A válvula aórtica, que separa o ventrículo esquerdo da aorta, abre durante a sístole e fecha durante a diástole, impedindo o sangue de refluir para o ventrículo.

A estenose valvular aórtica (ou aperto da válvula aórtica) é uma situação em que a válvula aórtica fica progressivamente mais rígida, o que dificulta a sua abertura plena, e portanto cria um obstáculo à saída do sangue do coração para o corpo. O ventrículo esquerdo adapta-se numa primeira fase, tentando vencer esse obstáculo e, à semelhança do que acontece com os músculos dos braços de um atleta que levanta pesos, a massa muscular do ventrículo aumenta (hipertrofia) de forma a proporcionar uma contração tão forte que consiga vencer a barreira que a estenose aórtica impõe. Em fases mais avançadas, o ventrículo já não consegue vencer esse obstáculo e enfraquece, dilatando e perdendo a força de contração.

A estenose aórtica pode ter causa em defeitos congénitos da válvula, de que o mais frequente é a bicuspidia aórtica também designada por válvula aórtica bicúspide e que basicamente consiste em que a válvula não é constituída como normalmente por três cúspides (como três segmentos de círculo grosseiramente triangulares que se juntam quando a válvula encerra) mas apenas por duas, normalmente criando alguma dificuldade à passagem do sangue.

Outra situação que pode afetar a válvula aórtica é a Febre Reumática, que na fase aguda é caracterizada por doença das articulações mas em que o coração é afetado por um processo inflamatório que pode afetar o pericárdio (saco que envolve o coração), o músculo cardíaco (miocárdio) ou as válvulas cardíacas. Quando a válvula aórtica é afetada pela Febre Reumática, raramente o é isoladamente e em geral outras válvulas, sobretudo a válvula mitral que separa a aurícula do ventrículo esquerdo são afetadas em simultâneo. Quando a estenose aórtica se manifesta antes dos 60 anos, geralmente tem causa congénita ou reumática.

A válvula aórtica pode ainda ser afetada por um processo degenerativo (fibroesclerose) que a vai tornando cada vez mais rígida, podendo mesmo depositar-se cálcio e calcificar a válvula. A longevidade da população acarreta o aumento deste tipo de degenerescência associada ao envelhecimento e a doença da válvula aórtica por degenerescência é atualmente a mais frequente de todas as formas de estenose aórtica. Na estenose aórtica do idoso, identificam-se ainda formas inicialmente moderadas de doenças congénitas ou reumáticas, que passaram despercebidas ao longo da vida mas que acabem também por sofrer o processo de degenerescência.

A estenose aórtica pode evoluir durante muito tempo sem sintomas ou com poucos sintomas mas quando entra numa fase sintomática, geralmente a evolução é rápida e se não se intervier, a sobrevivência do doente não é superior a dois ou três anos. Os principais sintomas associados à estenose aórtica são o cansaço e/ou falta de ar, a angina (dores no peito) ou a síncope (desmaios). Qualquer destes sintomas deve ser reconhecido a tempo de poder evitar um desfecho fatal.

É frequente nas idades avançadas atribuírem-se os sintomas, particularmente o cansaço à própria idade e isso é verdade. No entanto, sendo a estenose aórtica grave (EAG) e uma das doenças cardíacas mais comuns na terceira idade, é uma das patologias mais subdiagnosticadas e subvalorizadas junto da população com mais de 75 anos.

Calcula-se que, em todo o Mundo, mais de 300 mil pessoas sofrem de EAG estimando-se que, em Portugal, esta patologia possa afetar cerca de 20 mil pessoas.

Assim, a EAG é uma doença que afeta um em cada 15 portugueses com mais de 80 anos.

Nenhum tratamento medicamentoso pode resolver ou minorar a estenose aórtica. Em fases muito iniciais, um adequado controlo do colesterol poderá atrasar a evolução da doença, mas uma vez estabelecida a estenose, o obstáculo mecânico por ela provocado tem que ser removido.

A cirurgia é o tratamento clássico desta situação e consiste na substituição da válvula doente por uma válvula artificial. As válvulas artificiais podem ser metálicas ou construídas com materiais biológicos a partir de animais como o porco ou bovinos.

As próteses mecânicas expõem o sangue constantemente ao contacto com os seus componentes metálicos, o que estimula a formação de coágulos de sangue (trombos) que podem interferir com o funcionamento da válvula ou mesmo bloquearem-na, além de se poderem soltar e ocluir à distância artérias do cérebro provocando acidentes vasculares cerebrais. Daí que os doentes com próteses mecânicas tenham que tomar medicamentos anticoagulantes toda a vida, com o risco inerente a essa medicação, que pode pela sua natureza predispor para hemorragias.

No caso da temível hemorragia intracerebral, a medicação anticoagulante aumenta o risco 2 a 5 vezes, dependendo da intensidade da anticoagulação. No entanto, este tipo de próteses têm uma duraçã​​​o ilimitada e, excetuando problemas técnicos ocorridos há anos atrás com determinado modelo com maior suscetibilidade de fraturas do material, pode dizer-se que os modelos atuais durarão até ao fim da vida. Ao contrário, as próteses biológicas não são potenciadores da formação de trombos, dispensando a necessidade de hipocoagulação (a menos que outra condição como arritmia justifique essa terapêutica), mas com o tempo sofrem processos degenerativos que comprometem o seu funcionamento eficaz, impondo a necessidade da sua substituição ao fim de um período de tempo variável mas que anda à volta de 10 a 15 anos. Assim, geralmente nos doentes mais idosos prefere-se a implantação de próteses biológicas quando a esperança de vida seja semelhante ou inferior à duração prevista da prótese mas nos doentes mais jovens habitualmente implantam-se próteses mecânicas.

Cerca de 60% das próteses valvulares cardíacas são mecânicas e as restantes 40% são biológicas, embora esta proporcionalidade tenda a mudar, pela maior durabilidade das biopróteses mais modernas, quer pela idade mais avançada de muitos doentes na altura da cirurgia. A cirurgia cardíaca implica abrir o peito por incisão do esterno e tem que ser efetuada com circulação extracorporal, em que a circulação do sangue é assegurada durante a operação por uma máquina exterior ao corpo, que por si só acarreta alguns riscos adicionais. O risco operatório está condicionado por um conjunto de fatores como a coexistência de outras doenças, particularmente doença obstrutiva das coronárias, função renal, mas sobretudo pela idade, tornando-se proibitivo quando estão associados um conjunto de fatores que contribuem para esse risco.

Nos últimos anos desenvolveu-se uma técnica que nesta fase tem sido aplicada a doentes com estenose aórtica grave recusados para cirurgia convencional e que consiste na implantação de uma válvula artificial em posição aórtica através de cateter, habitualmente sem necessidade de abrir o peito ou de recorrer a circulação extracorporal, através de uma artéria na virilha (artéria femoral) ou mais raramente de uma punção abaixo da subclávia (artéria subclávia). Em casos mais raros, em que os acessos artérias estão muito doentes tornando difícil a progressão e o manejo dos cateteres, pode efetuar-se uma pequena toracotomia (incisão no tórax), introduzindo o cateter através do ápex do ventrículo esquerdo. Este procedimento, designado por TAVI ("Transcatheter aortic valve implantation" = "Implantação de válvula aórtica trans-cateter") tem sido efetuado com êxito em diversos centros públicos e privados em Portugal. Existem atualmente sobretudo dois modelos de válvulas que têm vindo a ser usados pelas equipas.

Na Unidade Cardiovascular do Hospital dos Lusíadas executam-se todas as modalidades de tratamento da estenose aórtica, incluindo o moderno tratamento por TAVI. 

Após uma avaliação clínica e diagnóstica exaustiva, o caso é discutido em cardioequipa ("Heart team") que inclui cardiologista clínico, cardiologista de intervenção e cirurgião cardíaco, decidindo-se então a proposta de tratamento mais adequada a propor ao doente. Os riscos associados a este procedimento são relativamente baixos, inferiores ao da própria doença abandonada à sua história natural e tendem a baixar mais, acompanhando um maior conhecimento técnico que se vai ganhando. A recuperação é habitualmente muito rápida com possibilidade de alta no dia seguinte à intervenção nos casos não complicados.

​A prevalência da estenose aórtica na população idosa, o facto de os sintomas serem inicialmente desvalorizados e ampla possibilidade de possibilidades terapêuticas capazes de melhorar a sobrevivência e a esperança de vida são argumentos suficientes para alertar para esta situação, sugerindo a referência para Centros de Excelência no diagnóstico e terapêutica desta patologia.​​​



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