Consulta da Dor

Área vocacionada para uma abordagem multidisciplinar da dor crónica, minimizando o sofrimento que lhe está associado e o seu impacto na qualidade de vida do indivíduo.

 

​​A Unidade de Tratamento da Dor do Hospital Lusíadas Lisboa é uma unidade multidisciplinar que se dedica à Medicina da Dor, através de profissionais com formação e experiência nesta área que procuram aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida dos doentes, apoiando-os na vertente física e psicológica, independentemente da sua causa, e recorrendo, quando a localização e tipo o permitem, a técnicas específicas de diagnóstico e de tratamento.

Disponibiliza consultas médicas e de psicologia, bem como apoio permanente de enfermagem e está apetrechada para a realização de diversas técnicas de intervenção como bloqueios de nervos e abordagens epidurais, terapêuticas endovenosas, radiofrequência, ozonoterapia e, quando aplicáveis, terapêuticas neurocirúrgicas, implantação de bombas infusoras e neuro-estimuladores.

São exemplos de situações que devem recorrer à Unidade, as cervicalgias, lombalgias e outras manifestações dolorosas da coluna vertebral, dor resultante da sinistralidade ou doenças, dor articular, fibromialgia, neuralgias e outras formas de dor neuropática, dor oncológica e cefaleias.

Dr. José M. Caseiro, Coordenador da Unidade de T​ratamento da Dor​

Dr. José Manuel Caseiro

Coordenador da Unidade da Dor

Principais áreas de interesse:

Medicina da Dor (Dor Neuropática, Dor Oncológica, Fibromialgia, Lombalgias, Dor músculo-esquelética).

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Dr. Armando Barbosa

Principais áreas de interesse:

Terapêutica da Dor, Técnicas Invasivas de Tratamento da Dor.

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Dr. Gonçalo Neto de Almeida

Principais áreas de interesse:

Tumores cerebrais e da base do crânio e patologia da coluna vertebral.

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  • Lombalgias

  • Dor articular

  • Dor muscular

  • Dor vertebral

  • Dor oncológica

  • Fibromialgia

  • Nevralgias

  • Neuralgia do trigémio

  • Bloqueios de nervos periféricos (diagnósticos e terapêuticos);

  • Terapêuticas endovenosas;

  • Abordagens epidurais (diagnósticas e terapêuticas);

  • Radiofrequência;

  • Implantação de bombas infusoras;

  • Implantação de neuroestimuladores;

  • Terapêuticas neurocirúrgicas.

O que é a dor crónica?

Embora haja uma definição proposta pela Associação Internacional para o Estudo da Dor destinada a uniformizar a linguagem dos profissionais, de um ponto de vista muito prático poderemos dizer que a DOR CRÓNICA é uma dor que persiste algum tempo, na ordem dos três a seis meses, embora o conceito deva ser aplicado individualmente a cada caso e a cada doente. Assim sendo, uma pessoa com dor que persista mais de um mês poderá perfeitamente ser considerada um doente com dor crónica.  

Que doentes são tratados nas Unidades de Dor?

Todo o tipo de doentes que tenham dor persistente que não ceda ao tratamento prescrito pelo seu médico assistente.

As Unidades de Dor não se destinam principalmente aos doentes oncológicos?

Não, antes pelo contrário. Segundo as estatísticas mais recentes, cerca de 20% da população é afetada por este problema sendo que a maior parte sofre de dores provenientes da coluna vertebral, músculos, ossos e articulações. A dor oncológica é também uma causa frequente mas, ao contrário do que habitualmente se pensa, estes doentes apenas constituem uma pequena parte do total dos doentes afetados por dor crónica.

As Unidades de Dor servem apenas para aliviar a dor?

Não somente para aliviar a dor mas também para a diagnosticar, quando isso é possível. Na Unidade de Tratamento da Dor do Hospital Lusíadas Lisboa, preocupamo-nos em diagnosticar a origem da dor através de uma abordagem clínica e, quando a localização o permite, com a utilização de técnicas específicas, como os bloqueios diagnósticos de precisão, para identificar a sua causa. Quando se pode ou consegue determinar essa causa, cerca de 70% dos doentes com dor crónica poderão ser praticamente curados.

O que fazer após o diagnóstico da origem da dor?

Após ser diagnosticada a causa da dor, poderá haver indicação para se executarem técnicas minimamente invasivas, como a Radiofrequência, alguns bloqueios anestésicos ou neurolíticos ou para simplesmente se adoptarem modalidades de tratamento mais conservadoras, com recurso a medicamentos.

E quando não se consegue curar a dor?

Quando não se consegue determinar com exactidão a causa da dor, poderão ser utilizadas várias estratégias para o seu alívio, que poderão englobar modalidades de associação de diferentes medicamentos (terapêuticas multimodais), sofisticadas técnicas de alivio da dor como a neuroestimulação ou a colocação sob a pele de dispositivos especiais para administração contínua de fármacos.

Como é que o psicólogo pode atuar?

Ajudando o doente com dor a adaptar-se à sua situação clínica de forma mais tranquila e optimista, apoiando-o na descoberta de estratégias que sejam eficazes para ultrapassar as dificuldades físicas, os sentimentos negativos e outros problemas causados pela dor. O objetivo é que o doente aprenda a valorizar o que vai conseguindo fazer, de forma a restabelecer o sentimento de esperança e de bem-estar indispensáveis à qualidade de vida que se pretende obter.

Que papel está reservado para o Enfermeiro numa Unidade de Dor?

Provavelmente, o mais importante papel da equipa no que diz respeito à articulação de tudo o que representa a atividade interna destas unidades. Dada a complexidade do fenómeno doloroso, será o enfermeiro o elo de ligação de uma equipa de diferentes personalidades e especialidades, garantindo toda a fluidez interdisciplinar que é necessária no acompanhamento dos processos terapêuticos e no apoio personalizado aos doentes.

Perante a história de dor de cada doente e as necessidades daí decorrentes, o enfermeiro é capaz de delinear variadas estratégias de apoio que se tornam factor decisivo para a confiança que se estabelece e para a sustentação do alívio que se procura.

Assim, o Enfermeiro promove:

  • O esclarecimento de dúvidas, a informação e o relato de situações relevantes;

  • O planeamento de consultas e actividades;

  • O apoio emocional;

  • O contacto em situações de urgência;

  • O ensino relativo às estratégias de auto-ajuda e da gestão e controlo da dor;

  • O acesso, em tempo útil, aos diferentes elementos da equipa.​

Consulte aqui a informação detalhada sobre os exames desta expecialidade.
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