Cancro da Próstata

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A importância do rastreio do cancro da próstata

Em Portugal surgem 4000 novos casos por ano e, apesar de ser o tumor mais frequente no homem, se for diagnosticado e tratado numa fase inicial, tem grandes probabilidades de cura na maior parte dos casos. A Urologia tem avançado nesta área e já é possível fazer um diagnóstico precoce das doenças da próstata, que minimiza riscos e salva vidas.

Quais os principais sintomas?

Ainda que numa fase inicial o cancro da próstata não apresente sintomas, sabe-se que num estado mais avançado pode gerar:

  • Dificuldades em urinar;
  • Dor ou ardor durante a micção;
  • Desconforto ou dor pélvica;
  • Disfunção erétil;
  • Ejaculação dolorosa ou com vestígios de sangue (hematospermia).

Como funciona o rastreio?

O rastreio do cancro da próstata é realizado através do toque retal (palpação da próstata no sentido de detetar nódulos suspeitos ou áreas irregulares) e por uma análise ao sangue para medir o doseamento PSAt. Na presença de alterações (toque retal suspeito e/ou elevação do doseamento PSAt) deverá ser realizada uma biópsia prostática via transretal.

Quando fazer o rastreio?​

Recomenda-se que os homens iniciem rastreios anuais depois dos 45 anos. No caso de pertencer a um grupo de risco (história familiar de cancro da próstata ou homens de raça negra) deverá realizar o rastreio a partir dos 40 anos, uma vez que apresenta uma probabilidade aumentada de ter cancro da próstata.

A mortalidade é elevada?

O cancro da próstata atinge todas as faixas etárias, mas nos últimos anos tem aumentado de forma significativa nos grupos mais jovens. A sobrevivência estimada ao fim de 5 anos após o diagnóstico é praticamente 100%.

Como funciona o tratamento?

Na maioria dos casos o cancro da próstata é uma doença de comportamento indolor. Face aos efeitos laterais dos tratamentos existentes e do impacto na qualidade de vida, as opções terapêuticas deverão ser cuidadosamente discutidas de forma individual.

O aparecimento de novas técnicas de tratamento minimamente invasivas como a prostatectomia radical laparoscópica (cirurgia realizada por pequenos orifícios) e a braquiterapia (colocação de sementes radioativas) permitem a cura da doença associada a um risco de complicações inferior e muito diferente dos obtidos há alguns anos.

Podem surgir problemas de incontinência urinária associados?

O aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas e a utilização da laparoscopia permitiu reduzir significativamente esta complicação. Apesar da incontinência urinária poder surgir em alguns casos, existem atualmente tratamentos para reduzir o impacto negativo na vida do doente.

A disfunção erétil é um risco? Pode ser resolvida?

A evolução do conhecimento permite que uma percentagem cada vez maior de doentes submetidos à remoção completa da próstata (prostatectomia radical ) recupere uma atividade sexual satisfatória.

A idade do doente, a função erétil prévia e a preservação dos feixes neurovascular durante a cirurgia laparoscópica são aspetos muito importantes na capacidade de recuperação, na resposta a um programa de reabilitação e na eficácia de tratamentos para a disfunção erétil.

 

Prevenção também é coisa de homem!

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