Informação para Referenciação Médica

Avaliação especializada e acesso a terapêuticas avançadas para doentes com Depressão Resistente ao Tratamento

Quando referenciar?

Considere referenciação para a Unidade de Depressão Resistente quando exista:

✓ Resposta parcial persistente com impacto funcional significativo

✓ Recaídas frequentes apesar de otimização terapêutica

✓ Intolerância ou limitações à terapêutica farmacológica

✓ Necessidade de avaliação para terapêuticas avançadas

✓ Depressão grave com deterioração funcional importante

✓ Situações em que seja desejável uma abordagem multidisciplinar especializada

O que avaliamos?

Todos os doentes são observados em Consulta de Psiquiatria.

A avaliação inclui:

Revisão diagnóstica

  • Confirmação diagnóstica
  • Exclusão de perturbação afetiva bipolar
  • Avaliação de comorbilidade psiquiátrica
  • Avaliação de comportamentos aditivos

 

Exclusão de pseudo-resistência 

  • Revisão da adesão terapêutica
  • Avaliação da adequação da dose e duração dos tratamentos prévios
  • Revisão das estratégias farmacológicas já utilizadas

 

Avaliação clínica complementar

Quando clinicamente indicado:

  • Hemograma e bioquímica
  • Função tiroideia
  • Cinética do ferro
  • Despiste toxicológico
  • Neuroimagem

 

Avaliação de gravidade

Aplicação de escalas clínicas validadas:

  • MADRS
  • HAM-D
  • PHQ-9

O que oferecemos?

A Unidade de Depressão Resistente disponibiliza uma abordagem integrada que combina:

Otimização terapêutica

De acordo com recomendações internacionais (NICE, APA, CANMAT e WFSBP):

  • Ajuste posológico
  • Switch farmacológico
  • Combinação antidepressiva
  • Estratégias de potenciação

 

Intervenção multidisciplinar
  • Psiquiatria
  • Psicologia
  • Intervenção familiar
  • Avaliação de comportamentos aditivos

 

Terapêuticas avançadas

Disponíveis no mesmo centro assistencial:

Electroconvulsivoterapia (ECT): particularmente relevante em depressão resistente; depressão psicótica; catatonia; risco suicidário elevado; e necessidade de resposta terapêutica rápida.

Estimulação Magnética Transcraniana (TMS): indicada em depressão resistente ao tratamento; doentes com preferência por abordagem não invasiva; e situações de intolerância farmacológica.

Escetamina Intranasal: para doentes elegíveis com depressão resistente ao tratamento. Administração realizada em ambiente hospitalar e sob supervisão médica.

Cetamina: a cetamina tem demonstrado eficácia no tratamento da depressão resistente em contexto clínico especializado. Embora a sua utilização nesta indicação decorra atualmente ao abrigo de um enquadramento terapêutico específico, encontra-se suportada por evidência científica e recomendações clínicas internacionais para casos selecionados.

Diferenciação da Unidade

A Unidade de Depressão Resistente do Hospital Lusíadas Alfragide disponibiliza, no mesmo local e sob coordenação especializada, uma abordagem integrada que combina:

✓ Avaliação diagnóstica especializada

✓ Revisão terapêutica estruturada

✓ Intervenção multidisciplinar

✓ Electroconvulsivoterapia (ECT)

✓ Estimulação Magnética Transcraniana (TMS)

✓ Escetamina

✓ Cetamina

✓ Possibilidade de internamento ou tratamento ambulatório, conforme indicação clínica

Articulação com o Médico Referenciador

Sempre que apropriado, é promovida comunicação com o médico assistente, permitindo:

  • Partilha das conclusões da avaliação
  • Plano terapêutico definido
  • Evolução clínica
  • Recomendações para seguimento
Como referenciar?

Referenciação de doentes através do e-mail dedicado da Unidade ou telefone direto:

(Para esclarecimento de casos clínicos ou discussão de elegibilidade para terapêuticas avançadas, contacte a equipa da Unidade de Depressão Resistente)