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Alergias: 10 estratégias eficazes para evitar

Conheça alguns dos tratamentos mais eficazes contra as alergias. E saiba que os primeiros anos são essenciais para identificar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

As alergias são uma resposta errada do nosso sistema imunológico, que identifica como inimigos substâncias banais no ambiente, como os pólenes de plantas, o pó da casa e alimentos como o leite ou os ovos. São os chamados alergénios. As pessoas com alergia produzem um anticorpo especial (imunoglobulina E) que usam contra os alergénios.

Esta liga-se a células abundantes na pele e no revestimento do aparelho respiratório e do tubo digestivo, à espera do "atacante". Quando o encontram, libertam substâncias químicas que provocam uma inflamação e, consequentemente, os sintomas de alergia.

O mecanismo desencadeador já foi descoberto, mas não se sabe ainda porque é que apenas algumas substâncias provocam alergias, ou porque é que há pessoas mais sensíveis do que outras.

Porém, a ciência já avançou no que diz respeito à prevenção e identificação de alguns comportamentos de risco. E descobriu que, se um dos pais tem alergia, há 35% de probabilidade do filho vir a desenvolver algum tipo de alergia e que, se forem os dois, o risco duplica. É essencial estar atento a eventuais sintomas e prevenir.

10 Estratégias para evitar as alergias

1. Amamentação até aos seis meses

Apesar de parecer que o bebé tem mais problemas de refluxo ou regurgitação, o leite materno é de digestão mais fácil que o leite de substituição e traz inúmeras vantagens. Prolongar a amamentação até aos 4 a 6 meses fornece anticorpos e nutrientes, que protegem de:

  • Alergias;
  • Otites;
  • Vómitos;
  • Diarreia;
  • Pneumonias;
  • Bronquiolites;
  • Meningites.

2. Não fumar e não expor o bebé ao fumo

Evite expor o bebé ao fumo do tabaco durante a gravidez e após o nascimento, pois aumenta o risco de aparecimento de alergias, asma e infecções respiratórias. Além disso, a exposição ao fumo interfere com a acção dos medicamentos usados no controlo destas doenças e diminui a eficácia dos corticosteroides inalados. A criança, cujo calibre das vias aéreas é menor e tem o sistema imunitário ainda em formação, é mais suscetível de sofrer com a exposição a um ambiente poluído.

3. Adotar cuidados específicos se tiver animais de estimação

Há evidências de que o contacto precoce com animais de estimação promove a resistência a alergias. No entanto é importante tomar alguns cuidados:

  • Evite que os animais com pelos e penas durmam perto da criança;
  • Fique atento a sinais de alergia quando a criança se aproxima ou brinca com os animais, como espirros ou comichão nos olhos.

4. Consultar periodicamente o pediatra para identificar sintomas de alergias

Vá regularmente ao pediatra para que os sintomas de alergia sejam identificados atempadamente. Poderão ser aconselhadas consultas de alergologia ou imunologia clínica, para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.

5. Usar produtos adequados

A dermatite atópica (alergia na pele) é um dos primeiros sintomas de alergia. Deve tomar-se atenção aos cremes, sabonetes e champôs usados, assim como aos produtos utilizados para maquilhar no carnaval ou nas festas de aniversário.

6. Introduzir gradualmente os alimentos

Atrase a introdução de alimentos como o leite de vaca, o amendoim, o ovo, o peixe, o marisco, trigo, soja e os frutos secos, por serem tendencialmente alergénios. Depois de se deixar o leite materno, a alimentação deve ser rica em vitaminas e minerais incluídas na fruta, legumes e castanhas, por exemplo. Evite os alimentos processados ou de conservas cujos ácidos gordos diminuem os micróbios normais do intestino.

7. Aprender a gerir o stresse

O stresse ou problemas familiares tornam as crianças mais vulneráveis a alergias. É importante estar atento aos sinais, falar com os professores e procurar ajuda de especialistas (do pediatra ao pedopsiquiatra).

8. Ter um quarto à prova de alergia

Os ácaros – animais microscópicos que se alimentam principalmente dos restos da pele humana que se libertam por descamação – são uma das principais causas de alergia do aparelho respiratório. Podem ser encontrados nos tapetes, lençóis, cobertores, colchões e peluches. Ter chão de soalho, lençóis e cortinados fáceis de lavar e fazer uma limpeza frequente e aprofundada do pó, ajudam a eliminar grande parte destes atacantes microscópicos.

9. Equilíbrio na higiene

A higiene é indispensável, no entanto, quando levada ao extremo pode alterar o equilíbrio da flora intestinal e do sistema imunitário. A desinfecção exagerada dos alimentos e dos ambientes, o uso de antibióticos em excesso, a diminuição do contacto com a terra, assim como um maior recurso às vacinas, têm favorecido a ocorrência de alergias, sobretudo nas regiões urbanas dos países desenvolvidos.

10. Praticar natação

A introdução ao meio aquático nos primeiros anos de vida, e a prática de natação nos anos seguintes aumenta a resistência do sistema respiratório e cardiovascular. É uma excelente ferramenta na prevenção da asma e de outras alergias respiratórias.

Devem ter-se alguns cuidados, como a temperatura da água e o uso de desinfetantes: procure piscinas com água morna e que usem sal em substituição do cloro.

Apesar de ser a atividade mais indicada e a mais completa para o desenvolvimento infantil, outras modalidades que tragam benefícios ao aparelho cardiorrespiratório serão igualmente bem vindas. Este conjunto de indicações não controla as causas genéticas das alergias, mas ajuda a prevenir e a evitar crises, melhorando a qualidade de vida não só de quem sofre deste problema como da sua família.

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