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Herpes: como identificar e tratar

É uma das mais frequentes infeções virais humanas, estimando-se que 90% da população tenha pelo menos uma das formas do vírus, mas apenas um terço a um quinto dos infetados desenvolve a doença apresentando lesões recorrentes na boca. Conheça os principais fatores de risco e estratégias de tratamento contra o herpes com o nosso especialista.

O herpes é uma doença infecciosa e contagiosa provocada por um vírus que geralmente afeta lábios e mucosas (oral e genital). No entanto, a doença pode ainda ocorrer em outras regiões da pele ou até em alguns órgãos internos. Apesar de comum – estima-se que 90% da população tenha, pelo menos, uma forma de herpes – nem sempre se manifesta, o que contribui para a sua dispersão.

“Podemos ter o vírus e este nunca se manifestar ao longo da vida e, enquanto isso, vamos contagiando muita gente à nossa volta sem alguma vez o sabermos”, alerta por isso Pedro Ponte, coordenador da Unidade de Dermatologia do Hospital Lusíadas Lisboa.

Já o contágio é geralmente feito pelo beijo: “As transmissões são feitas pelas mucosas da boca, saliva e pelos lábios”, explica o médico, assinalando ainda que o herpes é uma doença que não tem cura porque fica latente nas terminações nervosas. Ou seja, pode reaparecer várias vezes ao longo da vida.

Como se manifesta o herpes

Por norma, “a doença tem início entre 2 a 20 dias após o contágio”, sendo que geralmente os doentes apresentam os seguintes sintomas:

  • Pequenas bolhas com conteúdo claro que se vão tornando amareladas até que a infeção seja finalmente debelada;
  • A primeira manifestação é habitualmente a mais exuberante e dolorosa;

Situações que podem desencadear o reaparecimento da doença

  • Exposição solar intensa;
  • Estados febris;
  • Constipações;
  • Stresse;
  • Traumatismos nos lábios (como lábios secos com fissuras).

Tratamento

Quem tem herpes pressente facilmente quando a doença está eminente,  já que sente um formigueiro, comichão ou mesmo dor junto aos lábios. "Nessa altura, deve avançar-se imediatamente com o tratamento de modo a encurtar o surto", aconselha Pedro Ponte, acrescentando que o mais acessível é a aplicação de cremes antivíricos que aliviam a dor.

No entanto, em casos em que os episódios são muito frequentes – principalmente nas mulheres, devido às flutuações hormonais – deverá consultar um dermatologista para se informar da terapêutica oral mais adequada. Até porque, adverte Pedro Ponte, "a eficácia das diversas terapêuticas não é consistente em todas as pessoas."

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Especialidades em foco neste artigo

Colaboração

Dr. Pedro Ponte

Coordenador da Unidade de Dermatologia

Dermatologia
Hospital Lusíadas Lisboa, Clínica Lusíadas Almada
PT