1 min

Vitamina A na gravidez o que saber antes de tomar suplementos

Colaboração
A vitamina A contribui para o desenvolvimento dos tecidos do bebe, para a visão e para a maturação do sistema imunitário. Estudos têm sugerido que níveis muito baixos, em contextos de défice grave, podem interferir com o desenvolvimento de estruturas importantes do sistema imunitário. No entanto, em Portugal, a deficiência grave é pouco frequente. Na gravidez, o equilíbrio é essencial, porque tanto a falta como o excesso podem ser prejudiciais.

Alimentos ricos em vitamina A

Fontes vegetais (beta-caroteno, fonte segura):

  • Dióspiro, manga, papaia, melão, meloa, abóbora, cenoura, batata-doce, espinafres, brócolos, grelos e couves.

Fontes animais (na forma de retinol):

  • Gema de ovo, natas, queijo e leite
  • Visceras (muito ricas em retinol)

Fígado e rim são fontes muito concentradas e, por isso, não devem ser consumidos durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre.

Quando existe carência, os sintomas mais típicos incluem:

  • Cegueira noturna e secura ocular
  • Maior suscetibilidade a infeções
  • Alterações cutâneas

Suplementação quando faz sentido?

De forma geral, não é recomendada suplementação de vitamina A por rotina na gravidez. Pode ser considerada em situações de maior risco de défice, como:

  • Gravidez após cirurgia bariátrica (sobretudo com malabsorção)
  • Outras condições associadas a má absorção de gorduras

Nestes casos, a suplementação deve ser orientada por um profissional de saúde e com atenção à forma de vitamina A no suplemento (evitando fonte de retinol e produtos com óleo de fígado de bacalhau).


 

Ler mais sobre

Bebé Maternidade

Este artigo foi útil?

Revisão Científica

Dra. Ana Hernando

Dra. Ana Hernando

Hospital Lusíadas Lisboa
Clínica Lusíadas Entrecampos
PT