Comissão de Controlo de Infeção

 

​​​​O Hospital Lusíadas Porto dispõe de uma Comissão de Controlo de I​nfeção H​ospitalar que tem como vertentes principais a vigilância epidemiológica, a formação e a elaboração de procedimentos que permitam evitar as infeções. Esta comissão trabalha no sentido do desenvolvimento e implementação de estratégias baseadas nos conhecimentos científicos atuais e em normas legais.

Mesmo que nem todas as infeções possam ser evitadas, considera-se que todas as medidas, que limitem a transmissão de microrganismos (bactérias, vírus ou fungos) entre as pessoas internadas, as suas visitas e os profissionais de saúde, contribuem para que se evite o desenvolvimento de infeções, por vezes graves.

​Incluem-se entre estas medidas:

Higiene das mãos

1. A higiene das mãos é considerada essencial para evitar infeções, tendo em conta que são as mãos o principal veículo transmissor de microrganismos. Para além da água e sabão, encontra em todos os quartos (e distribuídos por outros locais do hospital) dispensadores de solução antisséptica de base alcoólica para a desinfeção das mãos e que deve também ser utilizada para a higiene das mãos.

2. A higiene das mãos deve ser realizada pelos profissionais de saúde e pelos visitantes, antes e após o contacto com a pessoa internada, e também à saída do quarto. Lembre as suas visitas e os profissionais de saúde deste procedimento!

Cuidados com dispositivos invasivos

1. Os cuidados de saúde ministrados em ambiente hospitalar implicam, em grande número de situações, a necessidade de aplicação de diversos tratamentos que incluem a utilização de dispositivos invasivos (cateteres, algálias, etc.). Estes dispositivos podem ser colonizados por microrganismos, em particular se não tiver havido uma adequada higiene das mãos dos profissionais de saúde, ou do próprio cliente que o manipule;

2. A manipulação destes dispositivos deve ser realizada apenas por profissionais treinados e autorizados.

Medidas de isolamento

1. Isolamento é o estabelecimento de barreiras físicas para evitar a transmissão de agentes infeciosos de um indivíduo para outro. O isolamento funciona como uma medida de segurança nos cuidados de saúde, sempre que a um doente é diagnosticada uma infeção provocada por alguns microrganismos de risco. É necessário agir no sentido de evitar a sua propagação pelo ambiente hospitalar.

2. No sentido de prevenir a transmissão de doenças infeciosas de um doente para o outro, para os profissionais ou visitantes, em particular as doenças provocadas por microrganismos resistentes a diversos antibióticos, pode justificar-se a instituição de medidas de proteção adicionais, denominadas de isolamento. Estas medidas de isolamento têm como objetivo principal a proteção do próprio cliente que fica em isolamento, bem como a proteção dos restantes clientes da instituição, e dos próprios profissionais de saúde.

3. Ao visitar um doente que está em isolamento, para se proteger a si e ao doente, cumpra todas as orientações transmitidas pelos nossos profissionais de saúde. Por exemplo, poderá ser necessária a utilização de luvas, máscara, bata ou avental.

4. Estas medidas serão explicadas pelos profissionais de saúde responsáveis, de acordo com cada situação particular, que fornecerão, em complemento, um folheto explicativo sobre isolamento.​