Cancro da mama: sintomas, fatores de risco e importância do diagnóstico precoce
Conhecer os sinais de alerta, identificar os fatores de risco e participar nos programas de rastreio são passos fundamentais.
Quais são os principais sinais de alerta?
O cancro da mama pode desenvolver-se sem provocar sintomas, sendo frequentemente identificado através de uma mamografia de rastreio.
No entanto, algumas alterações devem motivar uma avaliação médica:
- Aparecimento de um nódulo na mama ou na axila.
- Alterações recentes na forma ou no tamanho da mama.
- Modificações da pele, como retração, espessamento ou aspeto de «casca de laranja».
- Retração do mamilo que não existia anteriormente.
- Corrimento espontâneo pelo mamilo, especialmente se tiver sangue.
- Vermelhidão ou alterações persistentes da pele da mama ou do mamilo.
A maioria das alterações mamárias não corresponde a cancro. Ainda assim, qualquer alteração suspeita deve ser avaliada, mesmo que a última mamografia tenha sido normal.
Quais são os fatores de risco?
O cancro da mama resulta da interação de diferentes fatores. Alguns não podem ser modificados, como a idade, os antecedentes familiares ou a presença de determinadas alterações genéticas hereditárias, nomeadamente nos genes BRCA1 e BRCA2.
Outros estão relacionados com o estilo de vida, incluindo o excesso de peso, particularmente após a menopausa, o consumo de álcool e a inatividade física. Alguns tratamentos hormonais utilizados na menopausa também podem aumentar o risco.
É importante recordar que a maioria das mulheres que desenvolve cancro da mama não tem antecedentes familiares conhecidos da doença.
Qual é a importância do rastreio?
A mamografia permite identificar alterações suspeitas antes de surgirem sintomas, aumentando a possibilidade de diagnóstico numa fase precoce.
Em Portugal, o programa de rastreio populacional destina-se atualmente às mulheres entre os 45 e os 74 anos, com realização de mamografia de dois em dois anos.
Nas mulheres com risco aumentado, nomeadamente por antecedentes familiares ou predisposição genética, poderá ser necessário um plano de vigilância individualizado.
Conhecer o aspeto habitual das próprias mamas é igualmente importante, mas o autoexame não substitui a mamografia de rastreio.
Como é feito o diagnóstico e escolhido o tratamento?
Perante uma alteração suspeita, a avaliação poderá incluir mamografia, ecografia e, quando necessário, outros exames de imagem. A confirmação do diagnóstico é habitualmente realizada através de uma biópsia.
Atualmente, sabemos que nem todos os cancros da mama são iguais. A análise das características biológicas do tumor, incluindo os recetores hormonais e a proteína HER2, é fundamental para escolher o tratamento mais adequado.
As opções podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia, terapêuticas dirigidas e, em determinadas situações, imunoterapia. Alguns tratamentos podem ser realizados antes da cirurgia e outros após a intervenção, dependendo das características e da extensão da doença.
Uma abordagem integrada e personalizada
No Lusíadas Oncology Total Care, o diagnóstico e tratamento do cancro da mama assenta numa abordagem interdisciplinar, envolvendo equipas dedicadas e experientes, que integram imagiologistas, cirurgiões da mama, oncologistas e profissionais de diferentes especialidades.
Cada situação é avaliada considerando as características do tumor, as opções terapêuticas e as necessidades individuais da pessoa.
O acompanhamento inclui também, apoio de enfermagem dedicada, nutrição, psicologia e reabilitação, procurando responder às diferentes necessidades ao longo do percurso oncológico.
Porque cuidar de alguém com cancro da mama significa não apenas tratar a doença, mas acompanhar a pessoa em todas as fases, desde o diagnóstico até ao seguimento e à recuperação.
Saiba mais sobre o Lusíadas Oncology Total Care.
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Revisão Científica
Dr. Paulo Cortes
Coordenador da Unidade de Oncologia Médica