Lusiadas.pt > Blog > O que é a ecografia mamária
3 min

O que é a ecografia mamária

Colaboração
Indolor e sem qualquer risco, a ecografia mamária utiliza ondas sonoras na avaliação da mama.

A ecografia mamária é um exame imagiológico que permite avaliar a glândula mamária, criando imagens do tecido mamário através de ondas sonoras. 

Como não é realizada com recurso a radiação ionizante e as ondas sonoras são inaudíveis ao ouvido humano, este exame não representa qualquer risco para quem o faz. “É, por isso, o exame de eleição na mulher grávida e na mulher muito jovem”, diz Melanie Claudino, médica-radiologista na Clínica Lusíadas Faro.

Como funciona uma ecografia mamária?

Na ecografia mamária, começa por aplicar-se um gel, que é o que permite a passagem das ondas sonoras, e só depois é que se coloca uma sonda ecográfica sobre a mama. Posteriormente, o médico-radiologista move a sonda sobre a pele para estudo do tecido mamário. “A sonda emite as ondas sonoras que atravessam o tecido mamário, que as reflete novamente para a sonda, convertendo-as em imagens bidimensionais”, explica a especialista. Essas imagens são captadas em tempo real e avaliadas pelo médico.

O exame leva, em média, 10 minutos e é, normalmente, feito às duas mamas. Além de mulheres, pode também ser realizado em homens.

A diferença entre a ecografia mamária e a mamografia

A ecografia mamária é, geralmente, indicada (juntamente com a mamografia), em caso de manifestação de sintomas, como nódulos palpáveis, escorrência mamilar e a inversão do mamilo, servindo, normalmente, para fazer o diagnóstico de problemas. Já o exame de eleição para o rastreio do cancro da mama é a mamografia.

Tanto a ecografia mamária como a mamografia são exames importantes e complementares, no âmbito da deteção precoce do cancro da mama, mas têm algumas diferenças.

  • A ecografia mamária é realizada com recursos a ondas sonoras e sem radiação ionizante, enquanto a mamografia recorre a radiação
  • A ecografia mamária não deteta algumas alterações importantes, como, por exemplo, microcalcificações ou nódulos muito pequenos, sobretudo em doentes obesas ou com a mama muito volumosa, ao passo que a mamografia permite fazê-lo

Quando é que se deve fazer uma ecografia mamária e quando é que se deve fazer uma mamografia

A ecografia mamária deverá ser o exame de eleição nas mulheres com menos de 35 anos, uma vez que a mamografia tem menor sensibilidade nestes casos, devido à elevada densidade mamária nesta faixa etária. “Em caso de alterações que o justifiquem, realiza-se então também uma mamografia”, esclarece a médica.

Além disso, em algumas circunstâncias, “a ecografia mamária poderá estar indicada como estudo intercalar — seis meses — para controlar alguns achados, como, por exemplo, nódulos de características benignas ou quistos não puros (BI-RADS 3)”.

Já a mamografia deverá ser o exame de eleição a partir dos 40 anos, seja para rastreio ou para avaliação diagnóstica, idealmente complementada pela ecografia mamária, especialmente na mama que apresenta um padrão mamário com elevada densidade.  

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda o rastreio do cancro da mama entre os 50 e os 69 anos, de dois em dois anos. Ainda assim, em casos específicos, pode ser importante fazer-se mais cedo, sobretudo se houver fatores de risco como a existência de familiares com cancro da mama.

As vantagens da ecografia mamária

A ecografia mamária é um exame simples, indolor e sem recurso a radiação ionizante. ”É um exame inócuo que deverá ser utilizado, como primeira linha, na mulher grávida e na mulher muito jovem”, diz a médica.

À mulher que tenha mais de 40 anos, traz algumas vantagens enquanto exame realizado em estudo combinado com mamografia. “Aumenta a capacidade de deteção de lesões suspeitas, sobretudo quando existe maior densidade do tecido mamário.”

Além disso, “permite auxiliar em procedimentos invasivos, quando necessário, sendo usada para guiar punções aspirativas de quistos e abcessos, na realização de biópsia e outros procedimentos invasivos que venham a ser necessários após o diagnóstico”.

Este artigo foi útil?

Revisão Científica

Dra. Melanie Claudino

Clínica Lusíadas Faro
PT