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Cancro Oral: Quais os Sintomas e Fatores de Risco?

O cancro oral tende a ficar em segundo plano nas nossas preocupações oncológicas. Cancros mais falados, como os do pulmão, da mama ou da próstata, concentram maior atenção e esforços de prevenção. No entanto, o cancro oral é o sexto mais comum no mundo e Portugal surge como o segundo país europeu com a incidência mais elevada. Leia o artigo completo para saber mais sobre esta doença, reconhecer os principais sintomas e entender as melhores formas de prevenção.

Cancro Oral: O Que É?

Como o nome indica, cancro oral designa um conjunto de tumores malignos que podem afetar qualquer zona da boca, incluindo o pavimento oral, as gengivas, a língua e os lábios, bem como a garganta. 
Embora não seja dos cancros mais mediáticos, tem uma incidência relevante e é um dos tipos mais frequentes de cancro da cabeça e do pescoço.

Quais os Sintomas do Cancro da Boca?

Os primeiros sinais costumam surgir como pequenas alterações na boca, geralmente indolores, fáceis de ignorar ou de confundir com problemas comuns, o que pode atrasar o diagnóstico e piorar o prognóstico. Esteja atento a:

  • Feridas ou úlceras na boca ou nos lábios que não cicatrizam após 2-3 semanas;
  • Manchas brancas ou vermelhas;
  • Massa endurecida ou “espessamento”;  
  • Nódulo ou caroço na boca ou pescoço;
  • Dentes soltos;
  • Sangramento sem razão aparente;
  • Mau hálito persistente;
  • Perda ou alterações da sensibilidade;
  • Dificuldade ou dor ao engolir, falar ou abrir a boca;
  • Rouquidão;
  • Perda de peso inexplicável.

Se apresentar algum destes sintomas, procure uma avaliação clínica por um médico ou médico dentista.

Causas e Fatores de Risco

Nem sempre é possível identificar uma causa única, mas existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver esta neoplasia, como:

  • Consumo de tabaco;
  • Hábitos etanólicos;  
  • Infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV);
  • Má higiene oral;
  • Doença periodontal não tratada;
  • Exposição solar crónica desprotegida, sobretudo no cancro do lábio;
  • História familiar de cancro oral;
  • Idade e sexo: maior incidência nos homens e a partir dos 40 anos;
  • Dieta pobre em frutas e vegetais.

Relativamente ao consumo de tabaco, estima-se que 8 em cada 10 pessoas diagnosticadas com cancro oral fumem ou tenham fumado, apresentando um risco 5 a 7 vezes superior face a não fumadores.

Qual o Tratamento?

O tratamento do cancro oral depende da localização, do estádio e das características biológicas do tumor. Ainda assim, as opções terapêuticas mais frequentes incluem:  

  • Cirurgia: Para remover o tumor e, quando indicado, os gânglios linfáticos do pescoço. Posteriormente, poderá ser necessária cirurgia reconstrutiva para mitigar os efeitos da dissecção. É frequentemente utilizada em combinação com outas opções terapêuticas;
  • Terapêutica alvo: Abordagem que utiliza fármacos que destroem especificamente as células cancerígenas, minimizando os danos nas células saudáveis;
  • Radioterapia;
  • Quimioterapia;
  • Imunoterapia.

Como Prevenir o Cancro Oral?

Embora não seja possível eliminar por completo o risco, a prevenção passa sobretudo pela adoção de um estilo de vida saudável, redução dos fatores de risco e pela vigilância. O que pode fazer:  

  • Deixar de fumar, se for fumador;
  • Evitar o consumo de álcool;
  • Evitar a exposição solar intensa e proteger-se dos raios UV (protetor solar labial ou chapéu);
  • Caso seja possível, vacinar-se contra o HPV;
  • Adotar uma dieta equilibrada, rica em frutas e vegetais frescos;
  • Manter uma boa higiene oral;
  • Observar com frequência a sua cavidade oral (língua, pavimento, palato, gengivas e mucosas) e estar atento a possíveis alterações;
  • Fazer consultas regulares de Medicina Dentária.

Na Lusíadas Saúde, o tratamento oncológico é pensado como um percurso integrado. Com o Lusíadas Oncology Total Care, um programa inovador no tratamento do cancro, reunimos uma abordagem holística, 100% orientada para as necessidades dos doentes, o seu conforto e resultados clínicos baseados na evidência. Se precisa de avaliação ou de uma segunda opinião, estamos ao seu lado em todas as etapas do cuidado.

Validação Científica: Dra. Maria Inês Cabeceiro | Clínica HeyDoc Hospital Lusíadas Lisboa

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