Lusiadas.pt | Blog | Doenças | Sintomas e tratamentos | Apneia do sono: o que fazer?
2 min

Apneia do sono: o que fazer?

A apneia do sono perturba o sono de quem sofre da doença e de quem está por perto a tentar dormir, retirando qualidade de vida a toda a família.​​​​​

Muitos portugueses não fazem ideia de que sofrem de apneia do sono, mas a doença afeta as noites de muitas famílias e prejudica a manutenção de um sono reparador. A apneia do sono - que é uma paragem transitória da respiração - é mais frequente nos homens, sobretudo a partir dos 40 anos. O excesso de peso é também uma característica comum a muitas pessoas que sofrem desta perturbação do sono.

Sintomas comuns

"Habitualmente a apneia do sono manifesta-se pela roncopatia, havendo queixas de que a pessoa ressona muito durante o sono", constata António Sousa Vieira, Coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia no Hospital Lusíadas Porto. "A este sintoma juntam-se outros, já que o doente apresenta-se geralmente sonolento durante o dia, acorda já cansado, sente um peso na cabeça e por vezes queixa-se de estar algo desmemoriado. Além disso, a tensão arterial também pode começar a subir", acrescenta António Sousa Vieira.

Tratamento multidisciplinar da apneia do sono

O tratamento da apneia do sono implica uma abordagem multidisciplinar, que pode conjugar os esforços da otorrinolaringologia, pneumologia e neurofisiologia. As perturbações mais ligeiras são frequentemente corrigidas por tratamento cirúrgico, tendo em vista a correção de eventuais obstruções. Já os casos mais graves poderão obrigar a tratamento médico, através da introdução de aparelhos de pressão positiva e dispositivos dentários. "Não sendo tratada, a apneia do sono pode levar à degradação das funções cognitivas", alerta António Sousa Vieira. "A concentração e a memória são afetadas, pode haver perda da função sexual, há maior risco de hipertensão, de arritmias e de enfartes noturnos", revela o otorrinolaringologista. Procurar ajuda médica é, por isso, o primeiro passo a dar logo que o doente se aperceba que os seus sintomas não são normais e que estão até longe de ser inofensivos para a sua saúde.

Ler mais sobre

Sono

Este artigo foi útil?

We appreciate the feedback.

Please include your email if you want us to follow up with you.

Revisão Científica

Dr. António Sousa Vieira

Coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia
Hospital Lusíadas Porto
PT