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A caminho do peso certo

Colaboração
Um golpe de sorte permitiu a um operador de câmara de televisão fazer uma alteração drástica na sua vida: Rui Faísca fez um bypass gástrico quando chegou aos 164 quilos e já começou a trabalhar para que o resto da sua vida seja mais longo e saudável.

Aos 41 anos, Rui Faísca já não reconhecia o corpo de atleta que apresentava aos 20 anos. Não se apercebera do aumento de peso, mas entrava nessa quarta década com 164 quilos. "Deixei de fazer desporto e a minha profissão, como operador de câmara, é muito sedentária e também não ajuda". Não se pesava e também nunca tomou especial atenção ao que comia. "Quando deixei de conseguir atar os atacadores ou de caber comodamente nas cadeiras do cinema, comecei a achar que talvez precisasse de fazer alguma coisa", continua.

Casado e pai de um rapaz de 17 anos, sentia que "já não podia brincar mais com a situação: a minha saúde estava em causa". A mudança de vida chegou na forma de surpresa feita pela equipa que trabalha consigo no programa de televisão de Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira: uma consulta com a equipa multidisciplinar do Centro de Tratamento de Obesidade do Hospital Lusíadas Lisboa, chefiada pelo cirurgião Ângelo Ferreira e um bypass gástrico. Foi desta forma que se viu confrontado com o seu Índice de Massa Corporal (IMC), que ultrapassava já o nível da obesidade mórbida.

Começar de novo…

"Já fiz lipoaspirações não invasivas, muitas dietas e acupunctura mas, assim que deixei de fazer, recuperava todo o peso perdido", confessa. Mas esclarece: "porque é que sinto que desta vez é diferente? Porque acredito que esta é a fórmula certa para não correr riscos. O facto de estar a ser acompanhado por uma equipa multidisciplinar e de ter falado com todos os especialistas, ajudou a estabelecer metas e a traçar objetivos", revela. Rui Faísca garante ainda que o acompanhamento na preparação para a operação e no pós-operatório, tem sido essencial para o sucesso. Assim como entender todo o processo e aprender a resolver as situações com que posteriormente se irá deparar.

Mudança de vida

Desta vez, Rui Faísca não vai ficar sentado à espera que o tratamento dê resultado por si só. Vai dar também uma mãozinha…ou um pezinho. "Comecei a fazer caminhadas. Já consigo chegar aos 10 quilómetros por dia e, em dois meses, perdi 20 quilos. Também já tracei um objetivo: inscrevi-me na Corrida do Tejo, onde irei fazer os 10 quilómetros e que se irá realizar a 13 de setembro – precisamente quatro meses depois da operação". Mas nem só de caminhadas se faz este processo. Rui também já procedeu a alterações na sua alimentação, deixando de lado os fritos e os doces. "É claro que há uma dose de sacrifício, mas também há objetivos a cumprir. Se não fosse para conseguir fazê-lo, não valia a pena começar".

Corrente de apoio

"Tenho sentido o apoio dos amigos e da família. Sinto que se criou uma corrente de força à volta deste processo. Os meus amigos dizem que me vão ajudar para que não falhe, para que esta seja uma situação de sucesso". Também já começa a perceber onde esta caminhada poderá levá-lo: no hospital perdeu quatro quilos, e outros quatro foram perdidos nos dias a seguir à alta. "Vamos tentar cumprir as metas a que nos propusemos no dia a dia. Ainda nem se falou do peso ideal, mas sinto-me de regresso ao futuro, preparado para encarar de frente uma vida de qualidade. Estou feliz".  

Leia o artigo na íntegra na Revista Lusíadas número 4 (inverno de 2015)

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Revisão Científica

Dr. Ângelo Ferreira

Hospital Lusíadas Lisboa

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