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Como tratar a obesidade

A obesidade é um problema de saúde pública. O combate a esta epidemia necessita de uma abordagem integral e personalizada, que o Centro Multidisciplinar de Tratamento da Obesidade do Hospital Lusíadas Porto oferece. Conheça os serviços disponíveis.

"A obesidade é, de facto, uma doença complexa que atinge diversas vertentes, e que exige esta multidisciplinaridade", alerta o cirurgião John Preto. Foi com o objetivo de garantir esta abordagem alargada que o Centro Multidisciplinar de Tratamento da  Obesidade abriu as suas portas. O espaço é acolhedor e adaptado às pessoas com excesso de peso, que exigem condições físicas e de mobiliário específicas. Ali, encontram uma equipa multidisciplinar vocacionada e treinada para o bem-estar físico, mental e social de quem os procura.

Abordagem multidisciplinar

Sob a coordenação de Paulo Soares e John Preto, ambos cirurgiões com mais de dez anos de experiência na área da cirurgia bariátrica, o Centro dispõe de uma equipa multidisciplinar que está subdividida em diversas áreas:

  • Gastrenterologia;
  • Nutrição;
  • Cirurgia Geral;
  • Cirurgia Plástica;
  • Psicologia;
  • Enfermagem.

"Esta capacidade abrangente para pessoas com superobesidade assenta também numa equipa anestésica preparada, e na disponibilidade de uma Unidade de Cuidados Intensivos", sublinha o cirurgião Paulo Soares.

Avaliação e diagnóstico

Todas as especialidades estão em articulação para uma avaliação integral, que permite personalizar o tratamento de acordo com o perfil de cada pessoa. "Para nós, o obeso é mais do que um doente com excesso de peso. É uma pessoa que tem hábitos de vida enraizados, bem como motivações e expectativas próprias que devem ser consideradas, antes de se decidir qual é o tratamento que o doente vai realizar", sublinha o especialista. O tratamento cirúrgico da obesidade não é o primeiro ou o único passo. Até porque, muitas vezes, há outras doenças prévias que causam a obesidade, daí que a avaliação médica (com destaque para a análise do sistema endócrino) prévia e multidisciplinar seja essencial.

Resposta abrangente

É feita uma investigação analítica, imagiológica, endócrina e endoscópica, para adaptar o tratamento a cada indivíduo, antes de selecionar a técnica cirúrgica que vai executar, entre as disponíveis no Centro, como:

  • Balão gástrico;
  • Banda gástrica;
  • Gastrectomia ou sleeve gástrico;
  • Tubo gástrico;
  • Bypass gástrico;
  • Mini bypass gástrico.

Foco no doente

"Neste Centro, não adaptamos a pessoa à técnica que vamos executar. O nosso desafio é precisamente o inverso: entre as várias hipóteses de tratamento que temos, nomeadamente cirúrgicas, devemos saber selecionar aquela que mais se adequa a quem temos à nossa frente. Esta é a nossa missão e filosofia", esclarece Paulo Soares. "Estamos preparados para receber pessoas com diferentes graus de obesidade, desde o simples excesso de peso até à obesidade mais severa", frisa John Preto. Em alguns casos, o excesso de peso poderá ser eliminado apenas com tratamento farmacológico ou com a introdução de novas rotinas de alimentação e de prática de exercício físico. Além disso, "o tratamento não termina quando a pessoa atinge o seu peso ideal. Continua através da realização de consultas periódicas inseridas num plano de vigilância, de modo a acompanhar a manutenção de peso e adaptação a um novo estilo de vida", conclui Paulo Soares.

Ensinar a prevenir

O objetivo do Centro não se limita ao tratamento do excesso de peso e da obesidade. Conscientes do papel que podem ter na prevenção, os especialistas envolvidos irão promover diversas ações de sensibilização junto da população, com vista a incentivar hábitos de vida mais saudáveis, como a organização de atividades desportivas ao ar livre e de workshops sobre alimentação saudável, assim como campanhas no âmbito escolar, destinadas a crianças e adolescentes. John Preto destaca a importância de sensibilizar as faixas etárias mais jovens. "O problema do excesso de peso e da obesidade já está instalado, e temos noção que, se queremos que no futuro seja diferente, temos de começar pelas camadas mais jovens. Esta é uma mudança que demora décadas a implementar", alerta o especialista.

 

Revisão Científica:

John Rodigues Preto, cirurgião no Hspital Lusíadas Porto

Paulo Soares, cirurgião no Hspital Lusíadas Porto

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