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Testemunho: aneurisma da subclávia

Aos 65 anos Ana Paula Matos descobriu que tinha um aneurisma numa localização de difícil acesso, mas confiou na equipa que encontrou no Hospital Lusíadas Lisboa, disposta a tudo para garantir o sucesso.

Aneurisma da subclávia: um aneurisma de difícil acesso

Com uma localização anómala e relativamente rara, o aneurisma da subclávia demonstrava ser um desafio. Com 65 anos, a paciente – Ana Paula Matos – encontrara esta “bomba relógio” num exame de rotina e as hipóteses em cima da mesa não eram animadoras. Teria de submeter-se a uma cirurgia altamente invasiva e com muitos riscos. “Já tinha consulta marcada com o anestesista, quando me decidi a procurar uma segunda opinião”. Contactou Pereira Albino, coordenador da Unidade de Cirurgia Vascular do Hospital Lusíadas Lisboa, de quem trazia boas referências e foi este especialista quem colocou o processo em marcha, juntamente com a equipa do cirurgião José Manuel Baptista. “Quando começamos a tratar doenças raras como esta, os tratamentos são menos estandardizados”, explica o médico. O aneurisma é uma dilatação anómala dos vasos sanguíneos, provocando a fraqueza das suas paredes, sendo a subclávia o vaso principal que irriga os membros superiores. “O acesso cirúrgico a um aneurisma significa que têm de se conhecer os riscos – que são muito aumentados. Tudo o que seja feito no sentido de evitar uma intervenção é bem-vindo”, esclarece o especialista. “Esta é uma situação com dificuldades de acesso devido à sua anatomia, com muitas curvas. Pretendia-se encerrar a bolha na artéria através de um sistema de embolização, mas seria possível fazê-lo? Em conjunto com a paciente, decidimos avançar”.

Confiança cega

Se perguntam a Ana Paula porque confiou numa equipa que nunca tinha feito nada no género, não hesita em apresentar as razões: “Foram sempre muito francos comigo e deduzi que houve muita pesquisa e contacto com outros profissionais”. A verdade é que a cirurgia foi um sucesso e, no dia seguinte, foi dada alta.

Equipa multidisciplinar e criativa

Os radiologistas tiveram um papel preponderante nesta cirurgia, uma vez que através das imagens captadas pela TAC de alta resolução, reconstruíram tridimensionalmente o aneurisma da subclávia. E a cardiologia foi a especialidade chamada para este caso, uma vez que realiza o maior número de procedimentos cirúrgicos. José Manuel Baptista explica porquê: “As doenças cardiovasculares são as mais prevalentes de todas e por isso, temos uma experiência superior a outras especialidades”. Foram assim necessárias muitas doses de experiência, conhecimento criatividade. “Trabalhar em equipa, saber adaptar as técnicas usadas em diferentes anatomias e a outras patologias, tem de ser, cada vez mais, o caminho a adotar”, garante o médico. Um ano depois do diagnóstico, Ana Paula Matos comprova a eficácia do processo. Sente-se bem e “está muito grata” a todos.

Testemunho publicado na revista Lusíadas nº4 – Inverno 2015.

 

Revisão Científica:
Pereira Albino, coordenador da Unidade de Cardiologia do Hospital Lusíadas Lisboa e da Clínica Lusiadas Parque das Nações

José Manuel Baptista, Cardiologista no Hospital Lusíadas Lisboa

 

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