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Gravidez no verão: cuidados a ter

O verão altera alguns parâmetros do metabolismo e, por ser normalmente uma época de férias, interfere com a rotina da grávida. As temperaturas mais elevadas, as alterações dos hábitos alimentares e as deslocações para locais diferentes do habitual exigem alguns cuidados adicionais para proteger a saúde da mãe e do bebé.

Saiba quais os principais cuidados a ter durante o verão

Desidratação

Em dias quentes, é importante aumentar a ingestão de líquidos para prevenir a desidratação. Durante a gravidez, a desidratação pode favorecer o aparecimento de contrações uterinas, sensação de mal-estar e exaustão pelo calor. Deve também evitar a exposição prolongada a temperaturas muito elevadas, reduzindo o risco de hipertermia.

 

Gravidez e piscinas: é seguro frequentá-las?

Sim. Numa gravidez de baixo risco, a utilização de piscinas devidamente tratadas e que cumpram as normas de qualidade da água é considerada segura.

Além de proporcionar conforto nos dias mais quentes, a atividade física em meio aquático pode ajudar a aliviar a dor lombar e pélvica, reduzir o edema dos membros inferiores e melhorar o bem-estar materno.

Após sair da piscina, é aconselhável trocar o fato de banho molhado por roupa seca. Esta é uma medida de higiene e conforto que ajuda a reduzir o risco de irritação vulvovaginal.

A utilização da piscina apenas deve ser evitada quando existam contraindicações obstétricas específicas, como rotura de membranas, hemorragia vaginal ou outras situações avaliadas pelo médico obstetra.

 

Doenças gastrointestinais

As temperaturas elevadas favorecem a deterioração dos alimentos e aumentam o risco de gastroenterites, uma inflamação do estômago e do intestino que pode ser causada por vírus, bactérias ou parasitas. Durante a gravidez, estas infeções podem provocar desidratação e exigir cuidados adicionais.

Sintomas

  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Diarreia;
  • Desidratação;
  • Cólicas;
  • Febre.

Os sintomas surgem habitualmente entre 12 e 72 horas após o contacto com o agente infecioso. Quando a gastroenterite é de origem viral, tende a resolver-se espontaneamente ao fim de alguns dias, embora possa também provocar fadiga, dores de cabeça e dores musculares. Se as fezes contiverem sangue, a causa poderá ser bacteriana, sendo importante procurar avaliação médica.

Causas

  • Ingestão de água contaminada;
  • Ingestão de alimentos contaminados;
  • Contacto com pessoas infetadas.

Prevenção

  • Lavar frequentemente as mãos;
  • Evitar alimentos crus ou mal cozinhados, como ovos, carnes, peixes, legumes e frutas mal lavados;
  • Consumir apenas leite e queijos pasteurizados;
  • Manter os alimentos devidamente refrigerados e respeitar os prazos de validade;
  • Beber água engarrafada quando viajar para locais onde a qualidade da água seja desconhecida;
  • Evitar alimentos com maior risco de contaminação, como carnes, produtos lácteos, ovos e molhos, que devem ser mantidos à temperatura adequada e consumidos dentro do prazo de validade.

Tratamento

Quando a gastroenterite é causada por vírus, o tratamento consiste sobretudo no alívio dos sintomas e na reposição de líquidos. Algumas infeções bacterianas podem exigir tratamento com antibióticos. Nos casos de desidratação moderada ou grave, poderá ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa.

 

Grávida no verão: cuidados a ter nas férias

  • Evitar a exposição solar nas horas de maior calor (entre as 11h e as 17h), utilizando protetor solar, chapéu e roupa leve;
  • Manter uma boa hidratação ao longo do dia;
  • Sempre que possível, permanecer em locais frescos e bem ventilados;
  • Se frequentar a piscina, escolha instalações devidamente tratadas e mantenha os cuidados habituais de higiene;
  • Após sair da piscina ou do mar, troque o fato de banho molhado por roupa seca;
  • Tomar banhos de mar e caminhar junto à água podem contribuir para aliviar a sensação de pernas pesadas e favorecer o retorno venoso;
  • Em caso de gravidez de risco ou de contraindicações obstétricas específicas, siga sempre as recomendações do seu médico obstetra.

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Revisão Científica

Dra. Alexandra Cordeiro

Dra. Alexandra Cordeiro

Hospital Lusíadas Lisboa
PT