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Voar com saúde profissionalmente

Assegurar que todos os profissionais da aviação estão em forma é a tarefa da Unidade de Medicina Aeronáutica do Hospital Lusíadas Porto. Apesar de andar de avião ser algo que achamos natural, voar sem alterações fisiológicas, ainda é só para os pássaros.

"Voar traz várias complicações para a saúde humana, principalmente problemas respiratórios, cardiovasculares, alterações nervosas, cefaleias, astenia e eventuais perdas de conhecimento", afirma Armindo Santo, Coordenador da Unidade de Medicina Aeronáutica do Hospital Lusíadas Porto. Ao andarmos de avião, estamos a colocar-nos numa situação onde se sofrem alterações na pressão do ar, diminuição da quantidade de oxigénio, alterações no ritmo interno de 24 horas (circadiano) e do organismo, como o desfasamento de horário, ou jet lag. A pressão na cabina de um avião atinge valores baixos - equivalentes à pressão atmosférica entre 1500 e 2400 m de altitude - o que faz com que o ar retido nas cavidades do corpo (como as dos pulmões, do ouvido interno, dos seios e do trato intestinal) se expanda cerca de 25%. Para os pilotos, assistentes de cabine e controladores de tráfego aéreo é, por isso, importante, estarem cientes dos perigos da profissão e manterem o acompanhamento médico ao longo da vida, além de:

  • Análises clínicas com perfil lipídico;
  • Eletrocardiograma, raio-X pulmonar;
  • Exame extensivo de Oftalmologia;
  • Exame extensivo de Otorrinolaringologia
  • E provas funcionais respiratórias.

Medicina Aeronáutica no Hospital Lusíadas Porto

O centro de Medicina Aeronáutica do Hospital Lusíadas Porto está certificado pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), o que o torna o primeiro e único hospital certificado como centro especializado em medicina clínica aeronáutica da zona Norte do país. Desta forma, está apto a realizar os exames médicos – não só os iniciais mas também revalidações – aos profissionais de aeronaves oriundos de qualquer país pertencente à União Europeia:

  • Pilotos profissionais (classe 1);
  • Pilotos particulares (classe 2);
  • Tripulantes de cabine;
  • Controladores de tráfego aéreo (classe 3).

Brevemente, estará autorizado a efetuar exames aos profissionais de controlo Aéreo (classe 3), ficando assim preenchidas todas as condições para qualificação médica do pessoal navegante, obrigatória em todo o espaço aéreo. "O Centro é constituído por médicos qualificados em Medicina Aeronáutica, que recorrem a todas as outras especialidades dentro do Hospital sempre que necessário. Esta é a grande mais valia da realização desta avaliação em ambiente hospitalar", continua Armindo Santo. Os profissionais e os outros clientes que recorrem a esta Unidade são submetidos a várias avaliações que envolvem a maioria das especialidades médicas, principalmente Cardiologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Pneumologia e Patologia Clínica (análises). "Quando se verificar necessidade de outras especialidades serão encaminhados para tal (como por exemplo Psiquiatria, Neurologia, Psicologia, Oncologia, Ginecologia)", explica o responsável. No caso de revalidações estão definidas no regulamento da EASA os prazos de validade, sendo os mais exigentes o eletrocardiograma e o audiograma e, em determinadas idades, procurar outros fatores de risco principalmente cardiovascular. Publicado a 17 de agosto de 2014

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