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Cancro da mama: o rastreio salva vidas

Se há cada vez mais mulheres que sobreviveram ao cancro da mama, muito se deve à eficácia dos rastreios e aos diagnósticos cada vez mais precoces da doença.

A crescente adesão de mulheres que se submetem regularmente a rastreios de cancro da mama tem contribuído decisivamente para a deteção precoce de muitos casos de doença que acabam por ter um final feliz, dada a eficácia da rápida intervenção clínica. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as probabilidades de cura.

Rastreio sem sintomas

"O rastreio do cancro da mama deve ser feito por mulheres assintomáticas", sublinha Fernando Lage, imagiologista no Hospital Lusíadas Lisboa. "É precisamente quando não há qualquer sintoma, quando não se detetam nódulos na palpação e quando não há qualquer suspeita que o rastreio deve ser feito, para verificar se está mesmo tudo bem. Porque quando já há sintomas não podemos falar em rastreio, mas sim em diagnóstico da doença", explicita o especialista. A partir dos 45 anos, as mulheres devem intensificar a vigilância, através da realização regular de mamografias e ecografias mamárias, pelo menos de dois em dois anos. No entanto, se houver um histórico de cancro da mama na família, a mulher deve antecipar essa vigilância apertada, que deverá começar 10 anos antes da idade que o familiar tinha quando lhe foi diagnosticada a doença (por exemplo, se na família há um caso de cancro da mama aos 38 anos, a mulher deve começar a vigilância regular a partir dos 28).

Vigilância apertada

Intensificar ainda mais a penetração dos rastreios de cancro da mama na população é reconhecidamente o caminho ideal para aumentar a taxa de sobrevivência à doença. Para Joaquim Abreu de Sousa, antigo presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia e médico no Hospital Lusíadas Porto", "é fundamental quebrar mitos, falar abertamente sobre a doença, não alarmar demasiado as mulheres, mas não esconder os riscos que verdadeiramente correm". Joaquim Abreu de Sousa lembra que todos os anos estão a surgir 5000 novos casos de cancro da mama em Portugal e que o aumento da esperança de vida das mulheres não será indiferente a este fenómeno, já que "é uma doença degenerativa associada ao envelhecimento". Ainda assim, é também visível um aumento do número de casos de cancro da mama detetados em mulheres com idade inferior a 40 anos.

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