Lusiadas.pt | Blog | Doenças | Doenças Crónicas | Via verde para a dor torácica no Hospital Lusíadas Porto
3 min

Via verde para a dor torácica no Hospital Lusíadas Porto

No caso dos problemas cardíacos, todos os minutos contam para que a situação não se agrave. É por isso que na Unidade de Atendimento Urgente do Hospital Lusíadas Porto estes casos são prioritários.

Uma dor torácica deve levá-lo sempre — e o mais depressa possível — ao hospital. Se esta surgir como uma pressão no centro do peito, habitualmente durante um esforço, associando-se ou não a palidez cutânea e sudorese profusa, pode ser sinal de um enfarte do miocárdio. E todos os segundos contam. Mesmo.

"Por cada minuto que passa, o número de células cardíacas vai morrendo e quanto mais precoce for o tratamento melhor será o prognóstico”, explica Paulo Santos, coordenador da Unidade de Atendimento Urgente do Hospital Lusíadas Porto.

É por isso que na Unidade de Atendimento Urgente do Hospital Lusíadas Porto está a funcionar uma via verde para os doentes com dor torácica. É uma forma de "priorizar o que exige resposta pronta" num serviço que é sempre “imprevisível”, como são as urgências hospitalares, sublinha o diretor clínico do Hospital Lusíadas Porto, Filipe Basto.

Depois dos breves quatro minutos entre a admissão administrativa e a triagem com um enfermeiro, se este deteta (através de um conjunto de perguntas protocoladas) os sinais de uma doença cardíaca aguda (como o enfarte do miocárdio), encaminha logo o doente para a Unidade de Dor Torácica. Lá, resume Paulo Santos, "é admitido e faz-se o eletrocardiograma nos primeiros cinco minutos."

E, quando a suspeita é consistente (em 20% dos doentes é), o enfermeiro avança logo para os exames e análises protocoladas e entram "de imediato" em ação as equipas de Medicina Interna e de Cardiologia, sempre com o apoio da Unidade de Cuidados Intensivos. Nalguns casos avança-se de imediato para um cateterismo cardíaco para desobstruir as artérias coronárias.

Veja como se processa, na prática, o protocolo para a dor torácica no Hospital Lusíadas Porto:

A expressão que os especialistas repetem frequentemente é que "tempo é miocárdio". Quanto mais demorar, mais se agrava a condição. “Esta rapidez no diagnóstico e no tratamento vai reduzir o número de células necrosadas (células mortas) do músculo cardíaco, reduzindo o tamanho do enfarte e a probabilidade de morte”, refere Severo Torres, coordenador da Unidade de Cardiologia do Hospital Lusíadas Porto.

E os benefícios desta atuação rápida, diz o mesmo especialista, permitirão ainda “reduzir a probabilidade de futuras complicações e melhorar a qualidade de vida dos doentes”. E mais, acrescenta Filipe Basto: "Há situações onde o nosso sucesso [no Atendimento Urgente] é o início de um sucesso que o Hospital tem de organizar de forma cooperativa.

" É que os pacientes passam ainda pela Unidade de Cuidados Intensivos (para onde são encaminhados depois de estabilizados na Unidade de Dor Torácica) e acabam por ter alta do internamento geral com uma mesma estratégia de cuidados e com um plano de ambulatório que decorre desta sinergia entre diferentes unidades. Todos os serviços cooperam.

E este trabalho conjunto, iniciado com a Unidade da Dor Torácica, trouxe ainda outra vantagem, diz Filipe Basto: a de "ajudar o hospital a ter uma linguagem comum, um espírito comum." Uma outra via deverá avançar muito em breve na sequência desta lógica de integração: "Vai dedicar-se a um problema que tem que ver com o envelhecimento e fraturas”, anuncia o diretor clínico do Hospital Lusíadas Porto.

Por Sara Capelo

Este é um dos artigos que pode ler na Revista Lusíadas nº9.

Ler mais sobre

Coração

Este artigo foi útil?

We appreciate the feedback.

Please include your email if you want us to follow up with you.

PT