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Marmelo: um fruto da época

Sabia que as utilizações terapêuticas do marmelo podem ter um papel importante em patologias como a asma, as constipações e as bronquites? Aprenda ainda uma receita alternativa de marmelada caseira.

O marmelo é um fruto consumido tradicionalmente em Portugal, na época do outono. Pela sua versatilidade e riqueza nutricional, pode ser consumido em cru, assado ou cozido, sendo ainda utilizado na doçaria para preparação de xaropes, geleias, compotas e marmeladas.

A origem do marmeleiro leva-nos até à região do Cáucaso, apresentando-se como uma árvore de porte médio, com flores de cor rosa ou amareladas. Na Antiguidade, este fruto representava fortuna, fertilidade, amor e era muito utilizado como planta medicinal. O marmelo possui uma cor esverdeada ou amarelada.

É baixo em calorias e rico em fibras, contendo várias substâncias importantes do ponto de vista nutricional, como taninos, pectinas, sais minerais, vitamina C e vitaminas do complexo B.

 

Na última década, o marmelo tem sido objeto de inúmeros estudos científicos, revelando-se uma ótima fonte de antioxidantes, como compostos flavonoides, caroteno e vitamina C. Estes compostos previnem os danos provocados pelos radicais livres, tendo um papel protetor contra doenças crónicas de elevada incidência em Portugal, como o cancro ou as doenças cardiovasculares.

De salientar que estes componentes se mantêm em grande quantidade, mesmo após a transformação do marmelo em marmelada. Devido ao seu elevado teor em pectinas, taninos e mucilagens, o marmelo, preferencialmente cozinhado, possui uma eficaz ação antidiarreica. O sumo e os derivados do marmelo apresentam propriedades antimicrobianas, inibindo o desenvolvimento de esporos de bactérias. As suas utilizações terapêuticas podem ter um papel importante em patologias como:

  • Inflamações gastrointestinais;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Hemorroidas;
  • Asma;
  • Tosse;
  • Constipações;
  • Bronquites.

A época do marmelo concentra-se mais no outono, nos meses de setembro, outubro e novembro. Para consumir este fruto o resto do ano pode transformá-lo em geleia ou marmelada, que apresentam grandes períodos de conservação. Opte por reduzir o teor de açúcar adicionado, prefira frutos secos e mel em pequena quantidade. A Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa deixa aqui uma sugestão de marmelada para experimentar em sua casa e repetir!

Receita de marmelada caseira

Ingredientes:

  • 5 Marmelos grandes;
  • 1 Abóbora média;
  • 7/8 Tâmaras;
  • 1 Colher de sopa de sementes de chia;
  • 1 Colher de sopa de bagas goji;
  • 20g de nozes;
  • 3 Colheres de sopa de mel;
  • 1dL de água;
  • Canela a gosto.

Preparação:

  • Pré-aqueça o forno a 180ºC;
  • Coloque os marmelos descascados e aos cubos, juntamente com a abóbora, num tabuleiro forrado com papel vegetal;
  • Polvilhe com canela a gosto;
  • Leve ao forno durante 1h;
  • Retire do forno e coloque o preparado numa liquidificadora;
  • Junte o mel, as nozes, as tâmaras, as sementes de chia e as bagas goji;
  • Triture todos os ingredientes até obter uma pasta;
  • Leve o preparado ao lume com a água e mexa até obter a consistência desejada;
  • Coloque em tacinhas forradas com papel vegetal e deixe secar;
  • Conserve no frigorífico.

 

Esta alternativa à marmelada convencional é uma opção nutricionalmente muito rica. As tâmaras, as bajas goji, as sementes de chia e as nozes conferem-lhe um elevado teor em potássio, antioxidantes (polifenóis, carotenoides, vitamina C, zinco e selénio), cobre, ferro, cálcio e fósforo. Possui também uma maior quantidade de fibra e proteína, comparativamente às marmeladas tradicionais.

Autoria:
Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa

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