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Teste para COVID-19: dúvidas frequentes

O que são os testes para COVID-19? Como se fazem? O que revelam? Aqui ficam as respostas às dúvidas mais frequentes sobre este tema.

Um dos primeiros passos dados na luta contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o vírus que provoca a doença COVID-19 e se espalhou pelo mundo nos primeiros meses de 2020, provocando uma pandemia, foi o desenvolvimento de testes que detetam a presença do vírus no organismo e a presença de anticorpos contra o vírus.

Neste artigo, respondem-se às perguntas frequentes sobre os testes de diagnóstico à COVID-19, com a colaboração de Lurdes Monteiro, farmacêutica responsável pelo departamento de Biologia Molecular da Synlab.

1. Quais são os principais testes feitos à COVID-19?

Há dois tipos de teste:

  • O teste de diagnóstico molecular, que pesquisa a existência de material genético do vírus no organismo;
  • O teste serológico, que pesquisa a presença de anticorpos anti-SARS-CoV-2 no sangue.

2. Quando é recomendado fazer-se o teste de diagnóstico molecular para COVID-19?

Pessoas cujos sintomas se enquadrem numa suspeita de infeção pelo novo coronavírus e pessoas que tiveram contacto (próximo) de um caso de COVID-19 confirmado.

3. Em que consiste o teste de diagnóstico molecular?

No teste de diagnóstico pesquisa-se o próprio vírus através da deteção do seu material genético. O teste é realizado no exsudado nasofaríngeo e orofaríngeo. Sempre que for possível devem ser realizadas ambas as colheitas, nasofaríngea e orofaríngea, para garantir a deteção do vírus.

Para além do exsudado nasofaríngeo também podem ser analisadas amostras de expetoração, aspirado nasofaríngeo e lavado bronco-alveolar, sendo esta última amostra biológica colhida em ambiente hospitalar.

4. O que significa se o teste de diagnóstico molecular der positivo?

Um teste positivo indica que o vírus estava presente no momento da recolha da amostra.

5. Se o teste de diagnóstico molecular der negativo significa que a pessoa não tem o vírus?

Não. Apesar de o vírus não ter sido detetado, isso não garante que ele não esteja presente. Até ao momento, estima-se que o tempo médio de incubação seja de 5 a 7 dias, podendo estender-se até 14 dias após a exposição ao vírus.

A contagem do período de incubação inicia-se no dia do possível contacto com o doente infetado ou no último dia de permanência no país de risco.

O facto de o resultado do teste ser negativo não garante que o doente não esteja infetado (erradamente confundido com um “falso negativo”) pois, durante o período de incubação, a repetição do teste pode vir a revelar um resultado positivo, independentemente de a pessoa ter ou não sintomas.

6. Quando é recomendado fazer-se o teste serológico?

O teste serológico pode ser usado em complementaridade com o teste de diagnóstico.

7. Em que consiste o teste serológico?

É uma colheita sanguínea que pesquisa a presença e a quantidade de anticorpo anti-SARS-CoV-2: IgG, IgM e IgA.

8. A existência destes anticorpos significa que o indivíduo testado se tornou imune à COVID-19?

Até ao momento não há conhecimento suficiente para suportar esta afirmação.

9. Onde se podem realizar os testes?

Nos laboratórios de análises clínicas que possuam a metodologia quer para os testes de diagnóstico molecular, quer para os testes serológicos.

10. Quando tempo demora até se obter o resultado dos testes?

Em média, um teste de diagnóstico molecular demora entre 24 a 48 horas até se obter os resultados, enquanto um teste serológico demora entre 48 a 72 horas.

Colaboração:

Lurdes Monteiro, farmacêutica responsável pelo departamento de Biologia Molecular da Synlab

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