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O açúcar está associado à hiperatividade?

O consumo de doces, refrigerantes e outros alimentos açucarados potencia os sintomas ou favorece a manifestação da hiperatividade? Saiba tudo com a ajuda da pedopsiquiatra Sandra Borges, do Hospital Lusíadas Porto.
A hiperatividade ou Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma perturbação do neurodesenvolvimento que interfere de forma significativa na vida social e académica. É uma das perturbações mais comuns na infância – a Associação Americana de Psiquiatria estima que atinja 5% das crianças –, mas também afeta adultos (2,5%). É mais prevalente entre rapazes do que entre raparigas.

Existe uma grande variabilidade na apresentação clínica. Quem tem hiperatividade pode ser predominantemente desatento (não consegue manter-se concentrado), predominantemente hiperativo (movimenta-se excessivamente e de forma desadequada) e impulsivo (age sem pensar). Em alguns casos, há uma combinação destes sintomas, refere a médica.

Por norma, o diagnóstico é feito nos primeiros anos de escolaridade obrigatória, embora possam ser identificados sinais em crianças mais pequenas. Não se sabe exatamente quais são as causas, mas os cientistas acreditam que a genética tenha um papel. Três em quatro crianças com hiperatividade têm um parente com a mesma perturbação.

O açúcar está associado à hiperatividade?


Desde a década de 1970, têm sido feitos vários estudos para perceber o impacto da alimentação na hiperatividade. Os cientistas procuraram perceber, por exemplo, qual a influência de aditivos alimentares químicos, açúcares refinados e ácidos gordos ómega 3.

Ainda assim, os resultados não nos permitem afirmar que todas as crianças com PHDA beneficiaram com a eliminação ou introdução de determinados nutrientes na sua dieta ou que estes potenciam os sintomas. Apesar disso, os pais devem limitar o consumo de açúcar das crianças. A dieta das crianças/adolescentes deve ser equilibrada, fornecendo os nutrientes essenciais, vitaminas e minerais. Produtos refinados e gorduras saturadas são desaconselhados.
EM SUMA
Não há evidências científicas de que o açúcar esteja associado à hiperatividade das crianças. Ainda assim, o consumo deve ser limitado uma vez que o consumo excessivo de açúcar, de produtos refinados e gorduras saturadas são prejudiciais à saúde das crianças.

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