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Estratégias para os pais definirem regras alimentares

O bom senso é sempre um conselho precioso em caso de dúvida, por mais difícil que seja de definir. Mas ajuda ter algumas regras alimentares : é fundamental definir limites, nunca se deve recompensar um mau comportamento e o exemplo é sempre um bom caminho.

1. Ceder ao primeiro “não gosto” 

A formação das regras alimentares e bons hábitos também é determinada pela frequência com que os alimentos considerados saudáveis são oferecidos. Uma boa parte das crianças diz “não gosto” antes de experimentar. Dê-lhes a provar alimentos novos, descrevendo o sabor, a textura e o cheiro. Sempre que fizer isso, faça-o no início da refeição, na altura em que as crianças estão com mais fome. É importante insistir — é uma boa dica dizer que só depois de se provar dez vezes pode saber se gosta. Certos sabores exigem algum contacto até serem apreciados.

2. Pais devem impor regras alimentares e limites

Se não houver limites, os filhos vão abusar das guloseimas, principalmente quando começam a ir com regularidade a festas de aniversário e descobrem o universo infinito dos doces e também vão querer comê-los em casa. Os pais devem combinar um dia por semana e as ocasiões em que se podem cometer alguns excessos. Acima de tudo, devem dar o exemplo. Toda a família deve ingerir mais alimentos saudáveis, legumes e cereais integrais. Também devem evitar produtos processados e refrigerantes.

3. Comida não é recompensa

“Come a sopa toda para poderes comer a sobremesa.” Este tipo de discurso transmite a ideia de que comer sopa ou outra comida saudável é mau e que a sobremesa e os doces são de facto o melhor. Demonstre amor com beijos e abraços, console com afeto e conversas.

4. Ameaçar com castigos não ajuda

“Se não comeres a salada ficas de castigo.” Só aumenta o sentimento de rejeição em relação às saladas e aos legumes em geral.

5. Sem brincadeiras à mesa

A hora da refeição é um momento importante e deve ser feita em família. Nada de comer em frente à televisão ou com telemóveis ou jogos eletrónicos nas mãos. Ensine os seus filhos a usufruir das refeições com calma, mastigando bem os alimentos e a aproveitando a ocasião para conversarem.

6. Não substitua as refeições

“Não quer comer o arroz, então toma um copo de leite.” Este é um erro muito comum que deve ser evitado. Se sair vitoriosa uma vez, a criança vai tentar sempre essa estratégia.

8. Fazer da ida à hamburgueria uma festa

Com esse tipo de abordagem, a comida de casa parecerá sempre pouco apelativa, comparativamente.

9. Use a criatividade

Corte os alimentos em formatos fora do comum e apresente um prato que as crianças achem engraçado. Peça-lhes ajuda para fazer sanduíches e lanches diferentes. Sugira-lhes que façam as suas próprias misturas de saladas e também de frutas (com cereais com baixo teor de açúcar e frutos secos, por exemplo).

Fonte:
Adaptado de AMIL Saúde: Obesidade Infantil Não

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Dra. Luísa Trindade

Nutrição Clínica
Hospital Lusíadas Porto
PT