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Alimentação para doentes com patologia cardiovascular

Ter uma alimentação saudável é muito importante, especialmente para as pessoas com patologia cardíaca. Conheça algumas estratégias para a tornar também mais saborosa.

A alimentação pode fazer a diferença na vida de uma pessoa que sofre de patologia cardiovascular, como explica Luísa Guimarães, médica de Clínica Geral e especialista em Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Porto.

Uma alimentação saudável é crucial para manter o peso ideal, a pressão arterial em níveis normais, baixar os níveis de colesterol e controlar os níveis de açúcar no sangue. Uma alimentação equilibrada pode assim contribuir para baixar o risco de vir a sofrer um enfarte ou um AVC.

Patologia cardiovascular: evitar as gorduras más

Deve reduzir-se ao mínimo ou eliminar o consumo de alimentos ricos em gordura saturada e colesterol, tais como a gema de ovo, a manteiga, os queijos gordos, as natas, as carnes vermelhas, os produtos de charcutaria (bacon, presunto, etc.), a maionese e os molhos com gordura.

Devem eliminar-se as gorduras trans, existentes em alimentos industriais confecionados a altas temperaturas tais como: bolachas, bolos, batatas fritas, refeições prontas, fast food e outros.

Reforçar as gorduras boas

Os alimentos ricos em omega 3, como certos peixes gordos, são benéficos para o coração. Salmão (preferir o selvagem), sardinha, cavala, atum e outros peixes gordos poderão ser consumidos três vezes por semana.

O método de confeção é importante 

Fazer uma alimentação só de cozidos e grelhados é uma ideia muito difundida mas que está completamente errada. Os métodos de confeção devem ser variados: cozidos (em água ou no vapor), grelhados, estufados (com mais água), salteados, marinados e assados (com pouca ou nenhuma gordura). Os fritos devem ser banidos.

O ideal é ter uma alimentação variada, dando preferência aos produtos frescos da época. Usar tachos e frigideiras antiaderentes ajuda a cozinhar com pouca ou nenhuma gordura. Deve retirar-se o máximo de gordura dos alimentos antes de os confecionar e mesmo já no prato, antes de comer, caso persista ainda alguma gordura visível.

Fruta e vegetais abundantes

Ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes devem sempre ocupar a maior parte do prato. O ideal é consumir, pelo menos, cinco porções por dia.

Sim às ervas aromáticas, não ao sal

As ervas aromáticas (orégãos, salsa, coentros, manjericão, tomilho…) ajudam muito a fazer pratos saborosos, sem ser preciso abusar do sal. Se tem patologia cardiovascular, é preciso estar atento, pois o sal está presente em praticamente todos os alimentos que compramos já feitos, tais como algum pão, alimentos pré-cozinhados, enlatados, aperitivos, cereais do pequeno-almoço. Esteja atento aos rótulos!

Água com fartura, vinho com moderação

A melhor bebida é sem dúvida a água, mas também o vinho pode ser aceite quando bebido com moderação. Os homens estão “autorizados” a beber dois copos pequenos (1,5 dl) por dia, enquanto as mulheres apenas um.

Nestas quantidades considera-se que pode ser benéfico para os homens acima dos 40 anos e para as mulheres depois da menopausa.

O consumo de outras bebidas alcoólicas ou de vinho acima das quantidades indicadas é considerado muito prejudicial. Uma alimentação equilibrada e saudável, associada ao exercício físico, promove a saúde e a longevidade.

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Colaboração

Dra. Luísa Guimarães

Hospital Lusíadas Porto:
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