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Há três tipos de cancro mais comuns. Porquê?

São alguns os fatores que contribuem para que os cancros do pulmão, mama e colorretal sejam as patologias oncológicas mais prevalecentes. Conheça-os.

Cancro do pulmão, da mama e do colorretal. Estas são as neoplasias malignas mais comuns, com dados concretos a refletirem a sua prevalência. Os números não enganam:

  • Em Portugal, uma em cada oito mulheres têm cancro da mama — sendo que, quando hereditário, representa entre 5 a 10% da patologia oncológica mais frequente na mulher. 
     
  • Por sua vez, tanto a nível nacional, como no mundo, o cancro do pulmão é o que tem a taxa de mortalidade mais elevada. Em 2020, Portugal registou 5400 novos casos desta doença e 4797 mortes. 
     
  • Já o cancro do cólon e do reto, também apelidado de cancro colorretal, constitui um dos tipos de cancro mais comuns, tanto nos homens como nas mulheres. Em Portugal morrem 11 pessoas por dia com esta patologia. 

Existem causas específicas que fazem destas as patologias oncológicas mais prevalentes? Sim. Se, por um lado, há fatores de risco comuns — como a idade, história familiar —, por outro, há motivos intrinsecamente ligados ao estilo de vida. 

Principais factores de risco

Os fatores de risco para estes três tipos de patologia oncológica variam. Diana Freitas, Coordenadora de Oncologia Médica do Hospital Lusíadas Braga, esclarece quais os aspetos que contribuem para cada um deles.

Cancro da mama

“Os fatores de risco são variáveis de acordo com a neoplasia maligna em questão”, esclarece Diana Freitas. 

Assim, no que respeita o cancro da mama, os principais fatores de risco são: idade (acima dos 50 anos); história familiar de cancro da mama; menarca precoce (início do período menstrual em idade muito jovem); nulíparas (uma característica da mulher que nunca teve filhos); nascimento do primeiro filho em idade mais tardia; o uso de anticontracetivos orais e de terapêutica hormonal de substituição; obesidade; e ainda história de irradiação prévia na região torácica.

Cancro do pulmão

No caso do cancro do pulmão, avança a coordenadora de Oncologia Médica, os maiores fatores prendem-se com “os hábitos tabágicos, que contribuem para 90% dos casos incluindo a exposição de forma passiva, história familiar, exposição a determinados agentes como asbestos, rádon, sílica e história de radioterapia prévia”.

Cancro colorretal

No caso do cancro colorretal, fatores como “a idade, os hábitos alimentares — como uma dieta pobre em fibras e leguminosas e rica em carne vermelha ou alimentos processados —, o sedentarismo, história pessoal de doença inflamatória intestinal ou pólipos (pequenas saliências na parede do interior do intestino), síndrome hereditários, hábitos tabágicos e alcoólicos” são, de acordo com Diana Freitas, alguns dos maiores propulsores da doença. 

As pessoas que possuem os fatores de risco acima descritos, quer pelo estilo de vida, quer pela sua história pessoal/familiar, estão em risco acrescido para o surgimento de cada neoplasia maligna em questão. De destacar, que também a idade constitui um fator de risco importante.

A importância do diagnóstico precoce

Alguma destas patologias representa um risco de morte mais elevado? Tudo depende do estadio em que a neoplasia é diagnosticada, das comorbilidades (doenças/patologias pré-existentes) assim como do tipo histológico do cancro, já que existem vários subtipos que são determinantes no prognóstico e taxa de sobrevivência.

No entanto, há um fator fundamental na prevenção e sucesso do tratamento: a realização de exames de rastreio, já que um diagnóstico precoce significa sempre uma menor evolução da doença. Este fator aumenta exponencialmente a taxa de cura, que depende inevitavelmente do estadio em que a neoplasia maligna é diagnosticada. 

Assim, destaca a coordenadora de Oncologia Médica, “o diagnóstico em estadios iniciais aumenta de forma significativa a taxa de cura, seja um cancro de pulmão, mama ou colorretal”. 

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Colaboração

Dra. Diana Santos Freitas

Coordenador da Unidade de Oncologia Médica

Hospital Lusíadas Braga:
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