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A luta contra o cancro começa na prevenção

Adotar um estilo de vida saudável e não descurar os exames de rastreio são decisões simples, mas que ajudam a reduzir o risco de cancro. Conheça as razões.

Ao contrário do que se possa pensar, a maioria dos cancros não resulta de fatores hereditários que passam de geração em geração. Segundo a American Cancer Society, apenas 5 a 10% dos cancros são hereditários pelo que a esmagadora maioria das vezes, o cancro resulta de fatores ambientes, como o meio em que a pessoa vive e o seu estilo de vida. Por isso, na luta contra o cancro é muito importante adotar hábitos saudáveis e, ao mesmo tempo, fazer exames de rastreio regulares para detetar eventuais doenças de forma precoce.

6 passos essenciais na luta contra o cancro

1. Deixe de fumar

O cancro do pulmão é apenas um dos cancros associados ao tabagismo. Há estudos que relacionam os hábitos tabágicos e a mortalidade em 15 tipos de cancro, incluindo o cancro da boca, língua, laringe, esófago, pâncreas, fígado e intestino, leucemia, entre outros. A boa notícia é que vale a pena parar de fumar – e quanto mais cedo melhor. O risco de cancro na cavidade oral cai para metade decorridos cinco anos de abstinência e o mesmo acontece com o cancro do pulmão dez anos depois. Peça ajuda e marque uma Consulta de Desabituação Tabágica. Deixar o vício é mais fácil com acompanhamento médico.

2. Siga uma dieta saudável

Aposte nas frutas e vegetais, cereais integrais e leguminosas e corte nas gorduras animais, no açúcar refinado, nas carnes vermelhas e processadas. Uma alimentação saudável ajuda a prevenir um largo grupo de doenças, desde logo por evitar a obesidade.  Além disso, vários estudos estabelecem uma relação direta entre hábitos alimentares e alguns tipos de cancro. Sabe-se, por exemplo, que a dieta mediterrânica — com mais peixe, menos carnes vermelhas e a primazia do azeite sobre outras gorduras — ajuda a reduzir o risco dos cancros da mama e da pele. No sentido inverso, a probabilidade de cancro nos intestinos é tanto mais elevada quanto maior for o consumo de carnes fumadas e processadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acrescentou os produtos de charcutaria ao Grupo 1 dos produtos cancerígenos, a par das bebidas alcoólicas e do tabaco. Seguir uma dieta equilibrada é por isso uma grande arma na luta contra o cancro.

3. Mantenha um peso adequado e pratique exercício físico

Manter um peso saudável (um Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 25, segundo a OMS) ajuda a diminuir o risco de vários tipos de cancro, como o cancro da mama, próstata, pulmão, cólon e rim. A prática de exercício traz benefícios semelhantes na luta contra o cancro: por si só diminui o risco dos cancros de mama e do cólon. Em média, um adulto deve praticar semanalmente 150 minutos de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos de exercício vigoroso. Na prática, basta incluir meia hora de caminhada na rotina diária, de segunda a sexta-feira.

4. Proteja-se do sol

O protetor solar não deve andar apenas no saco da praia. Deve aplicar protetor solar diariamente nas zonas que vão estar expostas, como o rosto e a zona do decote. Proteger a pele mais intensivamente também é aconselhado em cenários de neve (que tal como a areia e a água, reflete os raios UV) e em todas as atividades de ar livre, de lazer ou desportivas. Chapéus de abas, roupas escuras e óculos de sol são acessórios imprescindíveis, entre as 10h00 e as 16h00, embora o mais aconselhável seja mesmo ficar à sombra. Os solários são de evitar. O cancro da pele é um dos cancros mais comuns – em 2015 registaram-se 12 mil novos casos em Portugal – mas também um dos mais fáceis de prevenir. Estar atento a alterações nos sinais (cor, assimetria, rebordo irregular, alteração no diâmetro) é essencial como medida de prevenção.

5. Proteja-se de infeções virais

Existem vacinas que, ao garantir a imunidade em relação a infeções virais, ajudam a prevenir o cancro. Esclareça as suas dúvidas com um médico de família. A Hepatite B pode aumentar o risco de cancro no fígado e, por isso, aconselha-se a vacinação para adultos de alto risco, como pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, adultos com vários parceiros sexuais, ou profissionais de saúde. A vacina contra o HPV, vírus sexualmente transmissível que pode originar cancro dos ovários ou cancro de células escamosas da cabeça e do pescoço, integra desde 2015 o Programa Nacional de Vacinação para crianças entre os 10 e os 13 anos. Jovens até aos 26 anos, que não tenham sido imunizados, podem tomar a vacina particularmente. Informe-se com o seu médico.

6. Vá ao médico com regularidade

Escolha um médico de confiança e siga as suas indicações, fazendo com regularidade as análises ou exames de rotina aconselhados pelo médico. A deteção precoce de um problema cancerígeno é sempre uma vantagem e pode ser determinante para o sucesso do tratamento. No caso do cancro da mama, aumenta em 90% as hipóteses de cura.

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