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Blefaroplastia: como rejuvenescer os olhos

Esta cirurgia corrige os famosos “papos”, alterações das pálpebras que ocorrem com o envelhecimento.

O nome não é comum, mas a palavra “blefaroplastia” descreve exatamente aquilo que é. Ambas de origem grega, “plastia” significa cirurgia ou operação plástica, que tem como objetivo reparar uma região específica do corpo, e “blefaro” designa pálpebras. Somadas as partes, é fácil compreender: blefaroplastia é “um procedimento cirúrgico de rejuvenescimento da região peri-orbitária [região das pálpebras]”, explica Catarina Diniz, especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Hospital Lusíadas Lisboa.

Este tipo de intervenção cirúrgica tem como objetivo retirar o excesso de pele, os papos, tratar a flacidez e atenuar as rugas que acompanham o envelhecimento da pele, ajudando a rejuvenescer esta região da face. É frequentemente associada a outras cirurgias faciais de rejuvenescimento.

 

Pele e envelhecimento

Tal como o resto do organismo, também a pele envelhece com o passar dos anos. Na face, a perda de elasticidade e a exposição solar são dois fatores que contribuem para o processo de envelhecimento, resultando em excesso cutâneo, herniação de gordura (“papos”), enfraquecimento/“queda” da pálpebra inferior (o que leva à exposição excessiva do olho), aparecimento de rugas e aprofundamento do sulco nasojugal (entre o nariz e a face).

Em alguns casos, este processo de envelhecimento pode dificultar a visão. “Quando há um excesso cutâneo considerável, essa prega pode estar sobre as pestanas ou ultrapassá-las, exigindo um maior esforço na abertura da pálpebra ou interferindo mesmo com o campo visual”, explica a cirurgiã.

 

A opção da blefaroplastia

“O restabelecimento de um olhar mais jovem e menos cansado leva ao bem-estar e à melhoria da autoestima”, garante a cirurgiã. “No caso de correção de pregas cutâneas marcadas que comprometem os campos visuais há, naturalmente, uma melhoria funcional e de qualidade de vida.”

Quem costuma recorrer à blefaroplastia? “Homens e mulheres, tanto mais jovens (devido à prega excessiva na pálpebra superior), como entre os 40 e os 70 anos, no contexto de um fotoenvelhecimento à volta dos olhos agravado pela exposição cumulativa ao sol, como pessoas mais velhas (muitas vezes relacionado com o facto da interferência funcional)”, responde a especialista.

 

Antes da cirurgia

Até ao momento da cirurgia, é necessário percorrer um processo capaz de garantir o melhor prognóstico possível. A nível clínico, é necessário assegurar que a pessoa é saudável, sendo, para isso, exigida uma avaliação médica geral, além de uma análise peri-orbitária e oftalmológica.

Há ainda alguns cuidados a ter: é essencial garantir que não há lesões na região das pálpebras, tais como infeções, feridas ou queimaduras. No caso de a cirurgia ser efetuada com sedação ou anestesia geral, é preciso cumprir um período de jejum. 

 

Como funciona a blefaroplastia

A blefaroplastia acontece normalmente em regime ambulatório. É frequente o paciente realizar ao mesmo tempo outras cirurgias na face, como o lifting frontal, que atenua as rugas frontais e levanta as sobrancelhas, e o lifting cervico-facial, que melhora a flacidez da face e do pescoço.

“O envelhecimento é um processo multifactorial, contínuo e não isolado. A face tem que ser analisada como um todo e tem que se enquadrar com o resto do corpo, pelo que pode fazer sentido realizar uma cirurgia isolada, em associação com outra ou ainda ser complementada com outros tratamentos”, diz Catarina Diniz.

A cirurgia ocorre sob sedação, anestesia local ou geral. Durante a intervenção, o cirurgião remove o excesso de pele das pálpebras superiores e retira ou remodela as bolsas de gordura existentes. Em alguns casos, é feita ainda a correção do enfraquecimento da pálpebra inferior ou enxerto de gordura.

 

O pós-operatório

O pós-operatório não costuma ser doloroso, tanto que é frequente os analgésicos só serem necessários no primeiro dia após a cirurgia. No entanto, devido à fotossensibilidade e ao inchaço da região peri-orbitária, a primeira fase da recuperação pode envolver algum incómodo, sendo ainda caracterizada pela ocorrência de equimose (nódoas negras). Por isso, é importante que na fase do pós-operatório, ao estar deitado, se eleve a cabeceira, se aplique gelo na região em causa da face, evitando ainda esforços físicos e exposição solar.

Quanto às cicatrizes, a pele da pálpebra permite escondê-las. “Habitualmente são muito pouco percetíveis devido às características da pele das pálpebras e pelo facto de serem colocadas numa prega”, descreve Catarina Diniz. “Nas pálpebras inferiores a cirurgia pode ser realizada por dentro da pálpebra, não deixando cicatriz cutânea visível.”
 

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Colaboração

Dra. Catarina Diniz

Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Hospital Lusíadas Lisboa, Clínica Lusíadas Almada
PT