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Superalimentos: serão mesmo super?

A oferta de produtos alimentares é cada vez maior e os chamados “superalimentos” constituem alternativas à alimentação tradicional. Apesar do seu consumo em larga escala ser uma novidade, estes alimentos já existem há décadas. Serão apenas uma nova moda ou são, de facto, produtos a consumir?

O que são superalimentos?

“A verdade é que são denominados de 'superalimentos' devido às suas propriedades nutricionais específicas e riqueza em determinados macro ou micronutrientes, que conferem propriedades benéficas para a saúde”, explica Ana Rita Lopes, coordenadora da Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa. “Atualmente basta aceder à internet e somos bombardeados com imagens de novos alimentos que invadiram o mercado. Desde as bagas de goji à maca, passando pelas já famosas sementes, contemplam uma panóplia de opções diferentes, que podem ser adicionados às confeções ou consumidos isoladamente”, continua. A maioria dos alimentos que são designados de “superalimentos” são de origem natural e destacam-se como alguns dos mais conhecidos, o açaí, as bagas de goji, as sementes de cânhamo, a spirulina, a maca e a quinoa.

Superalimentos que vale a pena conhecer

  • Açaí

O açaí é uma fruta que se enquadra nos superalimentos pela sua riqueza em antioxidantes. É ainda extremamente rica em flavonoides, que lhe conferem propriedades anti-inflamatórias. É facilmente encontrado em polpa ou em pó e pode ser adicionado a batidos, iogurtes e cereais.

  • Bagas de Goji

As bagas de goji destacam-se por possuírem todos os aminoácidos essenciais e um elevado teor de fibra, associado ainda a uma grande riqueza em minerais, essencialmente ferro. Podem ser adicionadas a saladas, iogurtes, cereais e batidos.

  • Sementes de cânhamo

As sementes de cânhamo são ricas em proteína, incluindo os 9 aminoácidos essenciais. Têm também uma boa quantidade de ácidos gordos polinsaturados ómega 3 e ómega 6, contribuindo para uma boa saúde cardiovascular. Tal como os restantes “superalimentos” são ricas em minerais, especialmente magnésio. Como sementes, são naturalmente ricas em fibra, podendo ser usadas para combater a obstipação. Podem ser facilmente adicionadas a saladas, iogurtes e batidos.

  • Spirulina

A spirulina é uma alga usada frequentemente por desportistas, devido ao seu elevado conteúdo em proteína, que auxilia na produção de massa muscular. A clorofila não só lhe dá a cor verde como possui características antioxidantes. É também fonte de várias vitaminas (A, B1,B6, E e K). Encontra-se disponível principalmente em pó e pode ser adicionada a batidos, sumos ou omeletes, por exemplo.

  • Quinoa

Apesar de pertencer ao grupo dos cereais, a quinoa destaca-se pelo seu conteúdo equilibrado em proteínas. Possui ainda um elevado teor de ácidos gordos ómega 3 e ómega 6, bem como de vitaminas A, C e E, conhecidas pelas suas propriedades antioxidantes. É um alimento isento de glúten, podendo ser consumido por celíacos. Pode ser utilizada como acompanhamento em pratos de carne ou peixe, bem como em saladas.

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Dra. Ana Rita Lopes

Coordenador da Unidade de Nutrição Clínica

Nutrição Clínica
Hospital Lusíadas Lisboa
PT