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Como lidar com os terrores noturnos das crianças?

Os terrores noturnos deixam os pais preocupados, mas não há razão para alarme. É uma fase normal na vida das crianças, não causa grande sofrimento e acaba por passar.

Os terrores noturnos podem aparecer a partir dos 18 meses e geralmente vêm para ficar durante cerca de dois anos da vida da criança. O cenário apresenta-se assustador para os pais. A criança chora inconsolavelmente, grita, apresenta uma expressão assustada, está suada e muitas vezes sentada na cama de olhos abertos. Mas ela não está acordada e por isso não reage de imediato a estímulos.

O que deixa os pais ainda mais assustados. "Perante um episódio destes, não há muito a fazer. Deve procurar-se falar calmamente com a criança para que ela se volte a deitar e acabe por serenar. Porque na verdade ela sempre esteve a dormir e acabará por retomar o sono tranquilo", explica Teresa Moreno, neuropediatra do Hospital Lusíadas Lisboa.

Causas dos terrores noturnos das crianças

Não se conhecem as causas dos terrores noturnos e não há nada que possa prevenir a sua ocorrência, mas o consolo dos pais deverá estar no facto de a criança nunca guardar qualquer recordação daquele episódio. "Ao contrário dos pesadelos, os terrores noturnos não deixam recordação e a criança nunca se lembrará de qualquer sentimento assustador ao acordar", confirma Teresa Moreno. "É uma situação perfeitamente benigna, sem qualquer sequela para a criança", acrescenta.

Os terrores noturnos ocorrem geralmente nas primeiras horas da noite e podem surgir esporadicamente de forma irregular. A criança pode ter mais do que um episódio na mesma semana e depois estar vários meses sem qualquer episódio. Os casos mais tardios passam, geralmente, até aos 6 anos.

Pesadelos e não terrores

Já os pesadelos, ao contrário dos terrores noturnos, ocorrem maioritariamente na segunda metade da noite e deixam recordação na criança, que poderá manter, depois de acordada, alguns sentimentos de medo relacionados com as cenas com que sonhou. Saber distinguir uns dos outros, de forma a adotar a melhor estratégia para ajudar a criança, é uma tarefa dos pais e, sempre que necessário, do médico que a acompanha. Até porque, dormir é indispensável à boa saúde de todos, pequenos e graúdos.

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Especialidades em foco neste artigo

Colaboração

Dra. Teresa Moreno

Pediatria
Hospital Lusíadas Lisboa
PT