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O Que É a Dor Neuropática Periférica?

Colaboração
A dor é, muitas vezes, um mecanismo de proteção do organismo. No entanto, em determinadas situações, perde essa função protetora e passa a ser a própria doença, com impacto significativo na qualidade de vida. Descubra no nosso artigo o que caracteriza a Dor Neuropática Periférica, qual a sua origem e como identificar os sintomas.

 Dor Neuropática Periférica: O Que É?

A dor neuropática periférica é um tipo de dor que resulta de uma lesão ou de uma alteração do funcionamento dos nervos responsáveis pela sensibilidade, e que pode envolver apenas um ou vários nervos, de forma mais generalizada. 
Em Portugal e na Europa, estima-se que 7% a 10% da população sofra de dor neuropática crónica. Na maioria dos casos (cerca de 90%), a dor neuropática tem origem nos nervos periféricos, localizados fora do cérebro e da medula espinhal.

Essa alteração pode ocorrer de duas formas:

  • Com lesão conhecida: por exemplo, após um traumatismo, uma cirurgia, compressão de um nervo, doença metabólica ou efeitos de medicamentos;
  • Sem lesão identificável: quando o nervo passa a funcionar de forma anómala.
    Em ambos os casos, o sistema nervoso gera sinais de dor de forma inadequada. Por isso, a dor neuropática pode surgir sem uma causa aparente, persistir no tempo e apresentar características diferentes da dor inflamatória ou mecânica.
     

Quais São os Sintomas?

A Dor Neuropática pode apresentar vários sintomas. Os mais comuns incluem:

  • Sensação de ardor ou queimadura;
  • Choques elétricos ou pontadas;
  • Formigueiro ou dormência;
  • Dor espontânea, sem causa aparente;
  • Sensibilidade aumentada ao toque ou ao frio;
  • Agravamento da dor durante a noite. 
     

Quais as Causas da Dor Neuropática Periférica? 

As causas mais frequentemente associadas à dor neuropática periférica incluem:

  • Diabetes;
  • Traumatismos;
  • Cirurgias;
  • Compressão nervosa, como nas hérnias discais;
  • Infeções, como o herpes zóster;
  • Efeitos secundários de alguns tratamentos, como a quimioterapia;
  • Défices de vitaminas;
  • Consumo excessivo de álcool.

Como É Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da dor neuropática assenta numa história clínica minuciosa e num exame neurológico específico. Podem utilizar-se escalas e questionários, bem como testes simples de sensibilidade. Os exames complementares são pedidos de forma dirigida, apenas quando necessários para esclarecer a causa da dor ou confirmar uma lesão nervosa.

Qual É o Tratamento da Dor Neuropática?

A dor neuropática nem sempre tem cura. Contudo, com uma abordagem adequada, é possível controlar os sintomas e manter uma vida ativa e com qualidade.
O tratamento é individualizado, dirigido ao controlo da dor e, sempre que possível, à causa subjacente que lhe está na origem. Poderá incluir:

  • Medicamentos específicos para dor neuropática;
  • Fisioterapia e reabilitação;
  • Técnicas e procedimentos realizados em Unidades de Tratamento da Dor. 

Quando Deve Procurar Ajuda?

Deve procurar avaliação médica se a dor for persistente, não melhorar com analgésicos comuns ou interferir com o sono e as atividades diárias.

Nos Hospitais Lusíadas Saúde, a dor neuropática é abordada de forma integrada e multidisciplinar, envolvendo as especialidades necessárias a cada doente. Para além das Unidades de Tratamento da Dor, o acompanhamento pode incluir Neurologia, Reumatologia, Ortopedia e Medicina Física e de Reabilitação, permitindo investigar a causa e definir um plano terapêutico adequado.
 

 

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Revisão Científica

Dra. Sara Sousa Freitas

Dra. Sara Sousa Freitas

Coordenador da Unidade de Unidade de Tratamento da Dor

Clínica Lusíadas Faro
Hospital Lusíadas Albufeira
Hospital Lusíadas Vilamoura
PT