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Astenia da primavera: podemos sentir-nos mesmo mais cansados na primavera?

Descubra se a chamada astenia da primavera existe mesmo ou se é apenas uma coincidência.

Cansaço geral, menos energia e apetite do que  o habitual, falta de concentração e de memória, sensação de fraqueza, dificuldade em adormecer, decréscimo da libido. Estas são algumas das queixas que muitas pessoas sentem quando chega a primavera. Na realidade, existem fatores que contribuem para o aparecimento destes sintomas nesta altura do ano  e que propiciam o seu desenvolvimento. Não se tratando de uma verdadeira entidade clínica, a astenia da primavera (a palavra astenia significa falta de vigor, diminuição ou perda da força física) pode ser compreendida como um conjunto de modificações fisiológicas, na medida em que o organismo tem de se adaptar à mudança de luminosidade, temperatura, humidade  e pressão atmosférica (alterações climatéricas). O facto de a hora mudar na primavera  também se reflete na regulação do ritmo circadiano  e em consequentes alterações nos ritmos biológicos. Por outro lado, uma alimentação pouco equilibrada, o stresse e a ausência de atividade física regular podem ser outros fatores agravantes. Se é verdade que não podemos agir preventivamente em relação à meteorologia, existem medidas corretivas genéricas pelas quais podemos optar: o primeiro passo é fazer uma dieta equilibrada e variada, com fruta e vegetais em abundância, fracionar as refeições (evitar espaçá-las por períodos superiores a três horas), bem como beber água (pelo menos 1,5 litros por dia). A prática de exercício físico regular é importante pois provoca a libertação de endorfinas, substâncias produzidas naturalmente pelo organismo que promovem a sensação de bem-estar e que contrariam o stresse e a ansiedade. Ter um sono reparador, com um número de horas suficiente, também é essencial.

Em suma: Embora não se trate de uma verdadeira entidade clínica, a astenia da primavera pode ser vista como um conjunto de modificações fisiológicas na medida em que  o organismo tem de se adaptar  às alterações climatéricas.

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Revisão Científica

Dr. Diogo Dias

Clínica Geral
Clínica Lusíadas Faro
PT