Lusiadas.pt > Blog > Prevenção e Estilo de Vida > Bem-estar > 6 estratégias para ter uma alimentação mais sustentável
2 min

6 estratégias para ter uma alimentação mais sustentável

Uma alimentação sustentável e saudável para todos. É o que se procura promover no Dia Mundial da Alimentação, assinalado a 16 de outubro.

Sabia que mais de 820 milhões de pessoas sofrem de fome, quando os alimentos produzidos são suficientes para todos? E, simultaneamente, 2 mil milhões de pessoas apresentam excesso de peso ou obesidade? Celebrado desde 1981 em 150 países, o Dia Mundial da Alimentação foi implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) com um grande objetivo: consciencializar para a importância de uma alimentação sustentável e saudável disponível para todos. 

A cada minuto, são desperdiçadas 1000 toneladas de comida. Em Portugal, estima-se que 1.000.000 de toneladas de comida sejam desperdiçadas todos os anos, ou seja, quase 100 kg por cada português. 

Todos temos um papel importante e os dados atuais sobre o desperdício alimentar demonstram os desafios da atualidade e a necessidade de encontrarmos soluções.

Como ter uma alimentação mais sustentável

A Unidade de Dietética e Nutrição do Hospital Lusíadas Lisboa deixa-lhe seis dicas para uma alimentação mais sustentável: 

  1. Planeie as suas refeições semanais. Organizar as refeições da semana é a chave para uma alimentação completa, variada e equilibrada, pois permite-lhe saber exatamente aquilo que vai precisar de comprar, evitando desperdícios alimentares e diversificando ao máximo as suas refeições, tornando a sua alimentação mais saudável e sustentável.  
  2. Opte por fruta e hortícolas da época. De acordo com a Roda da Alimentação, devemos consumir diariamente entre três a cinco porções de fruta e hortícolas. As frutas e hortícolas da época são produzidas na sua estação natural, necessitando de menos recursos naturais e energéticos, sendo, por isso, mais sustentáveis. Estamos em outubro, o mês dos grelos, espinafres e diospiros. 
  3. Compre a produtores locais. Optar por produtores locais é uma ótima maneira de estimular o comércio local, mas também evita um maior impacto ambiental, que pode ser causado, por exemplo, pelo transporte e armazenamento dos alimentos. 
  4. Opte por um sistema FEFO ‘(“first expired, first out’’ que significa ‘’primeiro a expirar, primeiro a sair’’). Organize os alimentos na sua despensa pela data de validade — aqueles que têm uma data mais curta à frente, prontos a utilizar, enquanto os produtos com uma data de validade mas longa devem estar atrás. Esta organização permite-lhe controlar melhor as datas de validade e evitar compras extras e desperdício alimentar.
  5. Nem todos os alimentos são para o lixo. Seja imaginativo com as suas sobras das refeições. Aproveite por exemplo as cascas dos legumes da sopa para fazer caldos aromáticos ou as sobras de carne de uma refeição em família para fazer um saboroso empadão. Além de ser sustentável, é económico.
  6. ‘Consumir até’ ou ‘Consumir de preferência antes de’?
    ‘Consumir até’ é referente à segurança, ou seja, os alimentos podem ser consumidos até essa data, mas não posteriormente, mesmo que tenham boas características organoléticas (sabor, cheiro e odor). ‘Consumir de preferência antes de’ é uma menção referente à qualidade, ou seja, o alimento é seguro após esta data, mas pode não estar no seu melhor estado — por exemplo, o seu sabor e textura podem ter-se alterado.

 
Não se esqueça: As escolhas que fazemos hoje refletem-se no mundo de amanhã.

Este artigo foi útil?

Revisão Científica

Dra. Andreia Ferreira

Coordenador da Unidade de Nutrição Clínica

Hospital Lusíadas Lisboa
PT