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Picada de inseto: dicas para se proteger este verão

Há maior probabilidade de sofrer uma picada de inseto nos meses mais quentes. Saiba como se proteger em Portugal ou em viagens para outras latitudes.

É no verão que há maior proliferação destes animais e, por isso, também maior risco de sofrer uma picada de inseto. Em Portugal, por norma, não há motivos para preocupação, uma vez que a maioria das picadas não representa uma ameaça para a saúde. Muitas causam apenas comichão e desaparecem ao fim de uns dias, sem deixar sequelas.
Em algumas situações, porém, a picada de inseto provoca reações alérgicas graves e, noutras regiões do globo, pode mesmo transmitir doenças como a malária, dengue, e infeção pelo vírus zika. Por isso, é importante estar atento — mais ainda se viajar para fora da Europa, como recomenda Marina Mesquita, médica especialista em Saúde Pública no Hospital Lusíadas Braga.  

Carraças, melgas, vespas ou pulgas: quais são os mais perigosos? 

“Não há propriamente uma escala de perigosidade”, explica Marina Mesquita. “Cada inseto poderá ser mais ou menos perigoso dependendo das características de cada indivíduo”, diz a médica, acrescentando que, por norma, “as carraças podem ser mais perigosas porque podem gerar doença”. Por outro lado, acrescenta, as vespas podem também ser uma ameaça para a saúde, sobretudo se a pessoa for alérgica a picadas.

Vespa asiática: uma ameaça também para o homem

A Vespa Velutina Nigrithorax, também conhecida por vespa velutina ou vespa asiática, representa uma ameaça sobretudo para as abelhas e consequentemente para os ecossistemas. Ainda assim, se sentir em perigo é também capaz de agredir o homem.
Na maioria dos casos, o ataque causa apenas inchaço e vermelhidão. Contudo se ocorrem várias picadas em simultâneo, estas podem provocar um choque anafilático que, no limite, pode levar à morte. Se tiver dificuldade em respirar, inchaço na língua, sensação de desmaio, tosse, respiração ruidosa e palidez, procure imediatamente um médico. 

Como prevenir uma picada de inseto? 

O tipo de vestuário, a utilização de repelente e a adoção de comportamentos preventivos, como manter as janelas fechadas, são algumas estratégias para evitar uma picada de inseto. A especialista Marina Mesquita, pós-graduada em Medicina de Viagem e de Populações Móveis, recomenda alguns cuidados a ter, sobretudo em viagens fora da Europa, onde os insetos podem transmitir doenças graves: 

  • Use roupas largas e claras para conseguir detetar os insetos
  • Se fizer caminhadas ao ar livre, prefira calças e calçado fechado e vestuário com manga comprida
  • No interior dos edifícios, mantenha as janelas e portas fechadas e ligue o ar condicionado
  • Use rede mosquiteira à noite, sobretudo em latitudes onde doenças como a malária ou a febre amarela são prevalentes
  • Aplique repelentes de insetos na pele exposta e por cima da roupa, sobretudo em viagens fora da Europa ou em zonas infestadas
  • Pode utilizar repelentes ambientais como difusores elétricos ou aerossóis e velas (ainda que não haja evidência científica na utilização de alguns repelentes ambientais)     

O que fazer em caso de picada ou mordida? 

Nem sempre é possível evitar a picada ou mordida de um inseto. A maior parte dos casos pode ser tratada em casa. Comece por retirar o ferrão ou parte do inseto que possa estar cravado ainda na pele e lave o local com água fria. Depois, aplique gelo ou uma pomada, para minimizar a comichão e reduzir o edema. Se sentir dor, tome um analgésico. Em alguns casos, pode ser recomendada também a toma de um anti-histamínico. 
No entanto, se tiver uma reação alérgica, como dificuldade em respirar, inchaço na língua ou sensação de desmaio, dirija-se a uma unidade de saúde. “Se aplicável e possível, leve uma amostra do inseto”, diz Marina Mesquita, explicando que isso pode acontecer, se for picado por uma carraça e a retirar.  

Em caso de viagens para fora da Europa, que cuidados devemos ter?

Em alguns países, há um maior risco de contrair doenças graves provocadas por picada de insetos, como a malária, a dengue, a febre amarela, a encefalite japonesa ou a infeção pelo vírus zika. Se tem uma viagem planeada, informe-se antes com um especialista, numa consulta do viajante. 

Em que consiste a consulta do viajante? 

A consulta do viajante tem como finalidade acompanhar os turistas e viajantes “consoante as suas características, de forma a prevenir os riscos associados ao destino para onde se deslocam, através de aconselhamentos, imunizações e medicação profilática”, explica a médica Marina Mesquita.
A consulta é composta por três fases, adianta a especialista: 

  • Pré-viagem: faz-se uma avaliação do estado de saúde do viajante e um aconselhamento mediante as características do indivíduo e riscos associados ao destino
  • Viagem e estada no destino: o médico presta acompanhamento e apoio clínico ao viajante durante o tempo em que está fora
  • Pós-viagem: o especialista faz o diagnóstico e tratamento de possíveis doenças contraídas durante a viagem

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