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Aparelho dentário: conheça os diferentes tipos

Colaboraçao
Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, existem hoje vários tipos disponíveis de aparelho dentário, que se adaptam aos diferentes casos. 

O aparelho dentário existe para corrigir anomalias dentofaciais de adultos e crianças e, hoje em dia, há vários tipos disponíveis. Mas não é uma questão de escolha: em função do diagnóstico, decide-se qual a melhor solução para o caso em análise.

Aparelho dentário: os diferentes tipos

Apesar de haver vários modelos de aparelho dentário, é em função do diagnóstico que se decide qual o mais adequado. “Por regra, aquilo que fazemos é recolher uma série de informações relativamente à situação clínica da pessoa. Para isso efetuamos uma avaliação clínica, uma série de radiografias, fotografias e uma ‘cópia da boca’ para poder analisar todas as alterações existentes. Mediante isso, será decidido o tratamento corretivo”, diz Mónica Morado Pinho, médica dentista (pós-graduada em Ortodontia) do Hospital Lusíadas Porto e Clínica Lusíadas Gaia.

Em que casos é indicado

Há várias situações que levam a uma consulta de Ortodontia. São elas:

  • Aspetos estéticos, como falta ou excesso de espaço entre os dentes, dentes muito projetados, entre outros
  • Alterações funcionais, como mordida aberta, mordida cruzada, alterações na fala e deglutição ou dificuldades na mastigação

Em resumo, más oclusões com implicações estéticas e/ou funcionais.

Mas só depois do diagnóstico, é que se decide avançar (ou não) para a utilização de um aparelho ortodôntico e qual. 

Quando deve colocar um aparelho dentário

O diagnóstico ortodôntico, idealmente, deverá ser realizado pelos seis anos, altura em que se inicia a erupção da dentição definitiva. “Uma criança com seis anos deverá ser vista para despistar algum tipo de alteração que mereça tratamento e, existindo, pode estar indicado o início do tratamento”, diz Mónica Morado Pinho.

Ainda assim, apesar de admitir que há situações em que o tratamento precoce tem melhores resultados, é sempre tempo de corrigir uma situação de má oclusão, seja por motivos estéticos ou por motivos funcionais. “Algumas situações têm melhores resultados quando são de facto tratadas precocemente, no entanto, isto não invalida que mais para a frente as pessoas não possam e não devam realizar tratamentos ortodônticos.” 

Aparelho dentário: removível e fixo

Há dois grandes tipos de aparelhos dentários: os removíveis e os fixos. 

Aparelhos removíveis: quais são

Dentro dos aparelhos removíveis, há diferentes modelos, adaptados a cada caso: aparelhos biomecânicos, funcionais, extra-orais, alinhadores ortodônticos.

Aparelhos fixos: quais são

Entre os aparelhos fixos, há algumas alternativas.

  • Aparelhos com brackets de metal 
  • Aparelhos fabricados em cerâmica, safira ou policarbonato, que têm uma “coloração próxima à cor do dente e são mais discretos”

No caso dos aparelhos fixos, estes podem dividir-se em dois tipos:

  • Aparelhos que exigem a colocação de ligaduras elásticos para segurar o arco metálico
  • Os aparelhos auto-ligáveis dispensam o uso de elásticos, por terem um mecanismo próprio para segurar o arco metálico

Cuidados após a colocação do aparelho?

Há alguns cuidados a ter após a colocação de um aparelho dentário:

  • É fundamental uma correta higiene oral ao longo do tratamento ortodôntico. “Os dentes deverão ser escovados pelo menos três vezes por dia, sempre a seguir às refeições e antes de dormir, ou sempre que sejam ingeridos alimentos açucarados.”
  • Há que evitar alimentos muito rijos. “Não quer dizer que, especialmente no caso das crianças e adolescentes, que vamos abolir da dieta com alimentos como maçãs (frutos rijos), mas devemos ter alguns cuidados: por exemplo, cortar em pedaços mais pequenos e não trincar uma maçã ou uma cenoura inteira.” 
  • Eliminar os alimentos muito açucarados e pegajosos, como os caramelos, as pipocas, as gomas e os refrigerantes. “Os refrigerantes são o pior, porque facilmente o açúcar se infiltra entre o aparelho e os brackets, criando lesões de mancha branca, que são o início de formação de uma lesão de cárie, sendo estas irreversíveis.”

Tempo de utilização

Tudo depende do objetivo que se quer atingir, quando se coloca um aparelho: se é para evitar um problema ou corrigir. “Os tratamentos intercetivos estão mais dirigidos a evitar que um problema aconteça e estes tratamentos geralmente são mais céleres. Depois, também facilitam uma segunda fase de tratamento, havendo necessidade, com os aparelhos fixos”, diz a médica. 

Quando se pretende corrigir algo, se necessário entrando na ortodontia corretiva, geralmente recorre-se a aparelho fixo ou alinhadores. Nesse caso, a média de duração dos tratamentos situa-se à volta dos dois anos.

Como é que se escolhe o modelo certo?

Não se trata de uma escolha, devendo haver uma avaliação ortodôntica para confirmar qual a melhor opção para aquele caso em particular.

As crianças

No geral, uma criança deve ser vista por volta dos seis anos. Contudo, existem situações que podem merecer tratamento mesmo antes desta idade. “Por exemplo, quando temos mordida invertida no setor anterior, isto é, os dentes de baixo estão à frente dos dentes de cima”, explica Mónica Morado Pinho. 

Caso seja necessário utilizar aparelho, qual o mais indicado? “Os aparelhos fixos convencionais, por regra, a partir dos nove anos ou próximo da dentição definitiva completa”, diz. “Até lá, os alinhadores, os aparelhos biomecânicos ou os aparelhos extra-orais podem ter indicação.”

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Revisão Científica

Dra. Mónica Pinho

Hospital Lusíadas Porto
Clínica Lusíadas Gaia
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