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6 benefícios do desporto ao ar livre

Os latinos já o sabiam quando criaram a expressão "mente sã em corpo são" - e a ciência há muito que confirmou: o desporto traz inúmeros benefícios. Mas diversos estudos sugerem também outra evidência: andar ou praticar exercício físico ao ar livre não só é mais fácil e mais barato, também faz melhor à saúde, do ponto de vista físico e mental.

1. Maior motivação

Se a disciplina não é o seu forte e embirra com ginásios, vai gostar de saber que trocar o ginásio por espaços ao ar livre pode ser uma enorme ajuda. A natureza estimula os sentidos e isso torna a atividade mais agradável, o que ajuda à motivação. Isso mesmo concluiu um grupo de investigadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, quando em 2012 cruzaram no mesmo estudo o resultado de várias pesquisas anteriores. O exercício ao ar livre mostrou-se mais estimulante que o desporto “entre quatro paredes”, potenciando nos participantes “a vontade de repetir”.

2. Prático e acessível

Para criar o hábito de sair de casa para fazer uma caminhada, andar, correr, andar de bicicleta ou nadar, só custa começar. Não há horários nem rotinas. Para quem pratica desporto ao ar livre a liberdade é total — e há motivos para acreditar que o “livre-trânsito” resulta mesmo. Investigadores norte-americanos das universidades da Califórnia e de San Diego monitorizaram a atividade física de 896 pessoas com mais de 66 anos durante três anos e concluíram que as pessoas que preferiam as atividades de ar livre eram significativamente mais ativas, praticando em média 30 minutos de exercício semanal.

3. Vitalidade natural

Talvez esteja na hora de ponderar trocar o intervalo para café por um passeio no parque quando se sente esgotado e a ideia é ganhar energia. Até porque nem sequer é preciso ficar muito tempo ou investir em exercício intenso. De acordo com um estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, vinte minutos de contacto com a natureza são suficientes para sentir uma melhoria significativa de vitalidade o resto do dia.

E isso, além de lhe permitir fazer mais coisas, também se faz notar no bem-estar físico. “As pessoas com maior vitalidade também são mais resilientes em relação às doenças”, lembrou Richard Ryan, psicólogo e responsável pela pesquisa, publicada em 2010, no Journal of Environmental Psychology.

4. Maior concentração

Os mesmos vinte minutos de caminhada na natureza têm também outro efeito: ajudam a manter o foco, aumentando os níveis de atenção. A conclusão é de um estudo da Universidade de Illinois que, em 2004, comparou os níveis de concentração de crianças com Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção após passeios com a mesma duração, feitos em ambientes de natureza e cenários urbanos.

5. Bem-estar e saúde mental

Que praticar desporto liberta endorfinas, as chamadas hormonas do prazer, reduz o stresse e promove o bem-estar já não era uma novidade. O que surpreendeu os investigadores de Glasgow quando em 2012 decidiram analisar os hábitos de exercício de perto de duas mil pessoas foram as diferenças entre o indoor e outdoor. O cenário envolvente também conta — e muito. De acordo com o estudo, os benefícios para a saúde mental podem crescer até mais 50% quando o exercício físico é feito em parques ou florestas em vez de num ginásio.

Os especialistas não consideraram a duração ou intensidade, mas sim a frequência da prática: fazer exercício fora de portas uma vez por semana produz resultados visíveis e os ganhos na prevenção de doenças do foro mental como a depressão são consideravelmente maiores para quem faz desporto ao ar livre duas ou mais vezes. Richard Mitchell, o investigador que liderou o estudo publicado na revista Social Science & Medicine, explicou que  “o cérebro perceciona o ambiente natural envolvente e desliga mais facilmente, o que ajuda a pessoa a acalmar e aliviar o stresse”.

6. Mais calorias gastas

Os obstáculos do exercício ao ar livre podem revelar-se aliados, se a ideia é também perder peso ou encurtar o tempo da atividade — segundo os especialistas o dispêndio de calorias é 5% maior. Os declives do terreno e a resistência do vento obrigam um corredor, ou um ciclista, a gastar mais energia para percorrer a mesma distância, sublinha um artigo do The New York Times, com base em estudos comparativos de performance.

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