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A importância da Nutrição na Doença Renal Crónica

Esta doença consiste numa lesão que leva a uma perda gradual e irreversível da função renal. Um estado nutricional adequado é fundamental no tratamento.

O rim é um dos principais órgãos envolvidos no metabolismo dos nutrientes e no equilíbrio nutricional do organismo. Desempenha funções na eliminação de resíduos, controlo dos fluidos corporais, manutenção do equilíbrio hidro-eletrólitico, regulação do equilíbrio ácido-base, controlo da pressão arterial, bem como na síntese e regulação de hormonas.

A Doença Renal Crónica é uma lesão que conduz a uma perda progressiva e irreversível da função renal. As alterações da função renal podem originar vários sintomas, tais como cansaço, anorexia, náuseas, vómitos e, em alguns casos, prurido, cãibras musculares e paladar metálico.

O papel do nutricionista nesta doença é essencial, uma vez que a sua intervenção visa a promoção e manutenção de um adequado estado nutricional. A intervenção nutricional engloba uma avaliação nutricional, que permite delinear os objetivos e elaborar um plano alimentar personalizado.

Na Doença Renal Crónica deve ser dada especial atenção ao valor energético do plano, bem como ao seu teor em proteína e vários minerais, como o sódio, potássio e fósforo. Relativamente ao aporte hídrico, na ausência de edemas ou hiponatremia (baixos valores de sódio), não existe restrição de líquidos.

Sendo a hipertensão arterial uma das principais causas de doença renal, é importante ter atenção ao teor de sal na dieta e deve promover-se a utilização de ervas aromáticas. Além disso, indivíduos com Doença Renal Crónica podem apresentar hipercaliemia, isto é, um aumento de potássio no sangue. Deste modo, é necessário adotar algumas estratégias, tais como a espoliação de potássio. Com esta técnica, perde-se cerca de metade do valor inicial de potássio nos alimentos.

Em suma, a Nutrição desempenha um papel fulcral para a otimização do estado nutricional. No entanto, o sucesso da intervenção na Doença Renal Crónica depende de um trabalho multidisciplinar, no qual o doente é a entidade mais importante.

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Revisão Científica

Dra. Beatriz Vieira

Hospital Lusíadas Amadora
PT